Câncer de estômago: saiba mais sobre essa doença

O que é o câncer de estômago?


O câncer de estômago ou câncer gástrico é a neoplasia maligna que se origina no estômago.

Assim como os outros tipos de cânceres, múltiplos fatores são responsáveis pelo seu aparecimento no corpo de tal forma, que uma célula normal do nosso estômago pode sofrer o processo de carcinogênese (se tornar maligna) e dar origem ao câncer de estômago.

Ele pode se espalhar para outros órgãos próximos ao estômago ou até mesmo distantes, processo que chamamos de metástase.

Quais são os fatores de risco?


É importante saber que um fator de risco não determina o câncer isoladamente, mas aumenta as chances de uma pessoa ficar doente.

Existem fatores de risco que não podem ser alterados, como por exemplo, a idade (mais frequente acima de 60 anos), ser do sexo masculino e fatores genéticos. Felizmente apenas 3 a 5% dos cânceres de estômago são hereditários, ou seja, causados por genes herdados de nossos pais.

Também há outros fatores que desempenham um papel no aumento do risco para o câncer de estômago:

  • Fumar;

  • Estar acima do peso ou ser obeso;

  • Uma dieta rica em alimentos defumados, em conserva ou salgados;

  • Cirurgia anterior de estômago para úlcera gástrica;

  • Consumo de álcool;

  • Doenças pré-existentes, como anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal) e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori);

  • Gastrite crônica e úlceras de estômago mal curadas;

  • Trabalho nas indústrias de carvão, metal, madeira ou borracha;

  • Exposição ao amianto;

  • Exposição de trabalhadores rurais a uma série de compostos químicos, em especial, agrotóxicos.


Veja abaixo algumas estatísticas sobre o Câncer de Estômago: 

  • O câncer de estômago é mais comum no sexo masculino, seja no Brasil ou mundo a fora.

  • Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, estima-se para cada ano do triênio 2020-2022, 13.360 casos novos de câncer de estômago entre homens e 7.870 nas mulheres.

  • O câncer de estômago em homens é o segundo mais frequente na Região Norte, nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, é o quarto câncer mais frequente.

  • Para as mulheres, é o quinto câncer mais frequente nas Regiões Norte e Sul, e ocupa a sexta posição no Centro-Oeste e Nordeste, seguido pela Região Sudeste ocupando a sétima posição.


Quais são os principais sintomas do Câncer de Estômago?


No início, o câncer de estômago pode causar:

  • Indigestão;

  • Sensação de inchaço após comer uma refeição;

  • Azia;

  • Ligeira náusea;

  • Perda de apetite.


Episódios eventuais de indigestão ou azia após uma refeição não significam que você tenha câncer, mas se sentir muito esses sintomas, converse com seu médico.

À medida que o câncer gástrico avança, pode haver sintomas mais sérios, como:

  • Dor de estômago;

  • Sangue nas fezes;

  • Vômito;

  • Perda de peso sem motivo;

  • Dificuldade em engolir;

  • Olhos ou pele amarelados;

  • Inchaço no abdômen;

  • Constipação ou diarreia;

  • Fraqueza ou sensação de cansaço;

  • Azia e náuseas.


Como prevenir o câncer de estômago?



  • Adote uma dieta saudável: coloque mais frutas e vegetais frescos em seu prato todos os dias. Eles são ricos em fibras e em algumas vitaminas que podem diminuir o risco de câncer. Evite alimentos muito salgados, em conserva, curados ou defumados, como cachorros-quentes, carnes processadas ou queijos defumados.

  • Mantenha seu peso em um nível saudável: estar acima do peso ou ser obeso também pode aumentar o risco da doença.

  • Não fume: o risco de câncer de estômago duplica se usar tabaco.

  • Faça atividade física regularmente, pois ajuda a diminuir o risco de câncer de estômago.


Como é feito o diagnóstico?


Os médicos normalmente não fazem exames de rotina para câncer de estômago, principalmente por não ser tão comum.

Para o diagnóstico deste tipo de câncer, é necessário passar em consulta médica para uma avaliação, onde será feita uma análise sobre os sintomas, seu histórico médico e se algum membro da família já o teve (histórico familiar). No consultório será realizado o exame clínico e alguns exames adicionais podem ser solicitados, como:

  • Exames de sangue;

  • Endoscopia alta - exame de imagem para examinar o estômago;

  • Tomografia computadorizada – exame de imagem do interior do seu corpo;

  • Biópsia - o médico retira um pequeno pedaço de tecido do estômago para examiná-lo ao microscópio em busca de sinais de células cancerosas. A biópsia pode ser feita durante uma endoscopia.


Todos esses exames podem ser feitos aqui no Hospital IGESP, em nosso Centro de Diagnóstico.

Qual é o tratamento para o câncer de estômago?


O tratamento do câncer de estômago envolve uma equipe multidisciplinar, composta por médico oncologista, cirurgiões, radioterapeuta e nutrólogo. Existem três modalidades de tratamento para esse tipo de câncer: cirurgia, terapia sistêmica (quimioterapia e outras drogas) e radioterapia.

Cirurgia


A cirurgia é um tratamento comum para o câncer de estômago, especialmente quando está nos estágios iniciais. Dependendo da sua situação, é possível incorporar técnicas cirúrgicas minimamente invasivas ao realizar a gastrectomia para ajudar a diminuir o risco de complicações, encurtar o tempo de recuperação e minimizar a dor. Os cânceres de estômago avançados ou agressivos podem exigir gastrectomia parcial ou total.

Terapia sistêmica


É o tratamento que o oncologista faz através da quimioterapia, terapia alvo ou imunoterapia. Cada caso é analisado individualmente e planejado de acordo com os princípios da literatura médica especializada no tratamento do câncer.

Quando o tumor é avançado, mas não existem metástases, o oncologista clínico, realizará quimioterapia pré-operatória para diminuir o câncer e poder posteriormente operá-lo. Se o número de linfonodos for insuficiente, o oncologista poderá encaminhar o paciente para realizar radioterapia e quimioterapia pós-operatório.

A quimioterapia é utilizada no pré e pós-operatório mesmo em tumores em estágios iniciais. Caso a doença seja metastática, o oncologista prescreverá a terapia sistêmica.

Radioterapia


A radioterapia é um dos tratamentos mais comuns para o câncer. A radiação pode ser usada sozinha ou com outros tratamentos, como cirurgia, quimioterapia, hormônios ou terapia direcionada.

A radioterapia usa partículas ou ondas de alta energia, como raios X, raios gama, feixes de elétrons ou prótons, para destruir ou danificar as células cancerosas.

Suas células normalmente crescem e se dividem para formar novas células, mas as células cancerosas crescem e se dividem mais rápido do que a maioria das células normais. A radiação funciona fazendo pequenas rupturas no DNA dentro das células. Essas quebras impedem que as células cancerosas cresçam e se dividam, fazendo com que morram. As células normais próximas também podem ser afetadas pela radiação, mas a maioria se recupera e volta a funcionar como deveria.

A escolha do tratamento para o câncer de estômago depende do estadiamento da doença, isso é, quão avançada a doença esteja, quanto ela se espalhou pelo corpo, sendo 5 estágios:



Estágio 0: é quando o revestimento interno do estômago contém um grupo de células tumorais, mas que ainda não são infiltrativas. Será necessário um procedimento cirúrgico para a cura. O seu médico pode remover parte ou todo o seu estômago, bem como os gânglios linfáticos próximos (pequenos órgãos que fazem parte do sistema de defesa). Em alguns casos, a cirurgia pode ser minimamente invasiva, por endoscopia alta.

Estágio I: neste ponto o paciente tem um tumor no revestimento do estômago, já infiltrativo e pode ter se espalhado para os nódulos linfáticos. Como no estágio 0, o paciente provavelmente fará uma cirurgia para remover parte ou todo o estômago e os gânglios linfáticos próximos. Também pode receber quimioterapia ou quimioterapia associada a radioterapia complementares a cirurgia. A quimioterapia pode ser usada ​antes da cirurgia para reduzir o tumor.

Estágio II: o câncer se espalhou para as camadas mais profundas do estômago e talvez para os nódulos linfáticos próximos. A cirurgia para remover parte ou todo o estômago, bem como os gânglios linfáticos próximos ainda é o tratamento principal. É muito provável que o paciente faça quimioterapia com ou sem radioterapia complementares.

Estágio III: o câncer agora pode estar em todas as camadas do estômago, bem como em outros órgãos próximos ou pode ser menor, mas atingir profundamente os nódulos linfáticos. A quimioterapia poderá ser realizada antes ou após a cirurgia.

Estágio IV: neste último estágio, o câncer se espalhou amplamente para órgãos como o fígado, pulmões ou cérebro. É muito mais difícil de controlá-lo. Poderão ser realizados quimioterapia, radioterapia e eventuais procedimentos cirúrgicos. 

 

Por Dra. Tânia de Fátima Moredo, oncologista do Hospital IGESP.
Atualizado em 02/08/2021.

Hipertensão Arterial, uma doença silenciosa

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, afeta cerca de 31 milhões de brasileiros. É uma doença caracterizada pelos altos níveis da pressão sanguínea nas artérias, e pode afetar o coração, cérebro, olhos e rins.


Essa condição força o coração a exercer um esforço maior do que o habitual para que o sangue seja distribuído corretamente por todo o corpo, sendo um dos principais fatores de risco para doenças como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.


É uma doença de natureza hereditária, em que 90% dos casos a hipertensão arterial é herdada dos pais. Porém, há diversos outros fatores que influenciam diretamente nos níveis de pressão arterial, dentre eles:




  • Fumo;

  • Consumo de bebidas alcóolicas;

  • Obesidade;

  • Estresse;

  • Elevado consumo de sal;

  • Níveis altos de colesterol;

  • Falta de atividade física.


Em muitos casos, esse problema não demonstra sintomas, por isso, é considerado um inimigo invisível. Nos casos em que a pressão sobe muito, os sintomas costumam aparecer, podendo ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza corporal, visão embaçada e sangramento nasal.


Para diagnosticar a hipertensão, é necessário medir a pressão regulamente. A chamada pressão alta ocorre quando os valores das pressões máxima e mínima estão iguais ou ultrapassam os 140/90 (ou 14 por 9), medida em milímetros (mm) de mercúrio (Hg). Quando os valores se encontram abaixo de 90/60 mmHg, ela é considerada baixa. A forma mais assertiva de aferir a pressão é por meio de Holter e Mapa, assim, de acordo com o valor da medição, é possível saber qual tipo de pressão sanguínea o paciente apresenta.


Dentre os principais pontos que podem colaborar para prevenir essa doença, estão:

  • Manter um peso corporal adequado;

  • Não ingerir grandes quantidades de sal;

  • Praticar atividades físicas regularmente;

  • Não ter o fumo como hábito;

  • Moderar o consumo de álcool;

  • Evitar alimentos gordurosos;

  • Controlar o nível de açúcar no sangue.


A pressão alta não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada com acompanhamento médico. Ter um estilo de vida saudável é um grande aliado no combate à essa doença.

Parkinson: O que é, quais seus sintomas e tratamentos?

A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica que afeta diretamente os movimentos do indivíduo, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.


Apesar dos avanços científicos, o Parkinson continua incurável, é progressiva (apresenta variações em cada paciente) e sua causa é desconhecida. Não existem evidências de que ela seja hereditária. Além disso, o parkinsoniano não tem a capacidade cognitiva e de memória afetadas. A doença também não é considerada fatal ou contagiosa.


Qualquer pessoa, independente de gênero ou raça, pode ser acometido pela Doença de Parkinson, porém, a prevalência - conforme dados da Associação Parkinson Brasil - é em pessoas idosas. A entidade afirma que 1% das pessoas com mais de 65 anos sofrem com esse mal. Geralmente, os primeiros sintomas surgem a partir dos 50 anos de idade. Embora os casos sejam mais raros, também pode acontecer com pessoas mais jovens.



Entendendo a doença


A Doença de Parkinson ocorre devido à degeneração das células de uma determinada região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem a dopamina, que é uma substância responsável por levar informações para várias partes do corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta diretamente os movimentos do indivíduo.


Apesar de atingir os movimentos, a progressão do Parkinson no corpo é muito variável e desigual entre os pacientes. Para alguns, pode parecer que a doença está estabilizada, devido a evolução muito lenta. Em geral, a lentidão causada pela enfermidade influencia a qualidade de vida do indivíduo. Em contraste com outras enfermidades, a Doença de Parkinson possui um curso vagaroso, regular e sem rápidas ou dramáticas mudanças.


Devido a esse lento desenvolvimento, o diagnóstico é feito por exclusão. Os médicos recomendam exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética e análise do líquido espinhal para terem a certeza de que o paciente não possui outra doença no cérebro. O diagnóstico da doença também baseia-se no histórico clínico da pessoa e nos exames neurológicos. Não há nenhum teste ou exame específico para realizar o diagnóstico do Parkinson.



Sintomas e tratamentos


Segundo a medicina, indivíduos que são acometidos por essa enfermidade apresentam aumentam gradual dos tremores no corpo, maior lentidão de movimentos, começam a arrastar os pés ao caminhar e deixar a postura inclinada para frente.


Sobre os tremores, o mais recorrente afeta os dedos ou as mãos, também atinge a região da mandíbula, queixo, cabeça e/ou pés. Pode ocorrer em um ou nos dois lados do corpo, com intensidades diferentes. Os tremores se tornam mais intensos quando a pessoa está em uma situação de estresse.


Outros sintomas podem estar associados ao início da doença. São eles: rigidez muscular, perda da automação dos movimentos, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono.


É importante lembrar e compreender que atualmente não existe cura para a doença. Porém, ela possui tratamento, que é utilizado não apenas para combater os sintomas, mas também, para retardar o seu progresso. O grande obstáculo para a cura da Doença de Parkinson está na própria genética humana. No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam.


Os caminhos que a medicina apresenta para combater a Doença de Parkinson são os remédios e cirurgias, além da fisioterapia e a terapia ocupacional. Elas combatem diretamente os sintomas. O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson, porém, quando a fala se torna comprometida, a fonoaudiologia também é muito importante para auxiliar no tratamento do paciente.

Síndrome Vasovagal | Sintomas, Tratamentos e Prevenção

A Síndrome Vasovagal ou Síncope Vasovagal é a perda transitória da consciência, um desmaio provocado pela diminuição de pressão arterial e dos batimentos cardíacos, causado pela redução da chegada de sangue ao coração e cérebro por ação direta do nervo vago, que conecta o cérebro ao coração.


Essa síndrome não significa necessariamente uma doença orgânica, embora seja de extrema importância excluir condições como Epilepsia, neuropatias autonômicas, doença cerebrovascular e desordens cardíacas ou endócrinas. Ela é mais comum em mulheres e tem maior acometimento durante a juventude.


Apesar de ter maior incidência em jovens, a doença também acomete idosos. Independentemente de ser benigna, esse mal pode ser recorrente, gerando grande impacto na qualidade de vida do indivíduo e aumentando a morbidade desta condição.


Considerando jovens e idosos, aproximadamente 3% da população apresenta a síndrome, conforme o estudo de Framinghan, que acompanhou mais de 5 mil habitantes da cidade de Framinghan durante 26 anos. Trata-se de um problema comum em emergência, representado 3 a 5% dos atendimentos 1 a 6% das admissões hospitalares. Cerca de 1/3 dos pacientes têm recorrência da síncope em três anos.


Entendendo a síndrome


Como citado, é uma doença que pode resultar em intervenções hospitalares. Os primeiros sinais dessa síndrome são: fraqueza, transpiração excessiva, palidez, calor, náusea, tontura, borramento visual, dor de cabeça e palpitações. Sentir grandes emoções, sustos, ingerir bebidas alcoólicas, frequentar ambientes fechados, aglomerações, ficar em jejum, horas em pé ou com ansiedade são outros fatores que podem fazer as pessoas com essa síndrome desmaiarem.


É possível identificar esses portadores por meio de aplicações médicas, a principal é feita através da avaliação dos efeitos do estresse ortostático observados em um teste provocativo. O chamado teste de inclinação, analisa os efeitos sobre a pressão arterial durante um período ou fase não potencializada e durante a fase de estresse farmacológico, que é realizado com auxílio de medicamentos.


O teste consiste em uma mesa inclinável com plataforma para apoio dos pés, cintos de segurança e monitorização dos batimentos cardíacos. O paciente permanece deitado inicialmente por 10 a 20 minutos, na chama fase de repouso. Logo após, a cama é inclinada entre 60 e 70°. A fase inclinada dura de 20 a 45 minutos dependendo do protocolo utilizado. Durante a inclinação, o paciente recebe medicamentos que auxiliam no aumento da sensibilidade do teste.


Este exame possui um caráter educativo importante, pois o paciente aprende a reconhecer seus sintomas e visualizar as alterações envolvidas, aumentando assim seu entendimento e aderência ao tratamento.


Tratamento e prevenção


Com essas informações o tratamento pode ser iniciado, não existe um específico para a Síndrome Vasovagal. Caso o diagnóstico seja confirmado, o médico responsável irá avaliar o quadro do paciente, em alguns casos podendo prescrever medicamentos para evitar a queda da pressão arterial. Geralmente, os cuidados são comportamentais: os portadores dessa síndrome aprendem a evitar alguns ambientes e a controlar as situações que podem desencadeá-la.


Sobre estes cuidados comportamentais, são praticamente métodos preventivos. Entre os mais utilizados podemos citar:


• Não ficar em pé por longos períodos;
• Não consumir bebidas desidratantes, como álcool;
• Evitar ambientes quentes e fechados;
• Movimentar as pernas e as panturrilhas enquanto estiver de pé;
• Ao sentir qualquer sintoma, deitar com as pernas elevadas.


Em geral, pessoas com Síndrome Vasovagal vivem bem. Porém, se não forem tomadas as devidas medidas preventivas, aumentam-se os riscos de fraturas decorrentes das quedas por desmaio, levando a possível sensação de insegurança, podendo acarretar até mesmo em doenças emocionais, como depressão.







Dr. Muhieddine Omar Chokr
CRM: 127.450

Dia Mundial da Esclerose Múltipla destaca os cuidados com as principais doenças neurológicas

De acordo com a última atualização feita, em 2013, pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla e a OMS, estima-se que existam 40.000 casos da doença no Brasil.


O Dia Mundial da Esclerose Múltipla (EM), lembrado no dia 30 de maio, busca conscientizar sobre esta doença neurológica crônica e autoimune, ou seja, em que as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando diversos tipos de lesões.


A Esclerose Múltipla é uma doença que acomete, em geral, pessoas jovens entre 20 e 30 anos, provocando, principalmente, dificuldades motoras e sensitivas. É importante ressaltar que a evolução da doença em cada portador se dá de forma individual e o diagnóstico é realizado por meio, por exemplo, de exames de imagem, como a ressonância magnética.


Na fase inicial, os sintomas da Esclerose Múltipla costumam se apresentar de forma leve e sutil e, geralmente, isso pode durar até os dois primeiros anos da doença. Dependendo da evolução, após esse período inicial, sintomas sensitivos e motores podem se apresentar de forma mais intensa, como fraqueza, formigamento, perda ou distorções visuais e desequilíbrio. “Como em todas as doenças e, principalmente, nas neurológicas, é muito importante que haja o diagnóstico e tratamento precoce. A descoberta tardia da Esclerose Múltipla pode acarretar sequelas neurológicas e impacto na qualidade de vida.


As principais variações da Esclerose Múltipla


A doença pode se desenvolver em dois principais tipos, dependendo de sua evolução. O primeiro é o surto-remissão (remitente-recorrente ou EMRR), a qual é considerada a modalidade mais frequente da doença. Nela, ocorrem sintomas neurológicos em surtos.


Já o segundo tipo, chamado progressiva (primariamente ou secundariamente progressiva – EMPP e EMSP), representam entre 15% e 20% dos quadros e os pacientes apresentam um gradual avanço da doença.


O tratamento


Outra grande característica da Esclerose Múltipla é que a doença que se manifesta em surtos, após diagnosticada, pode ser controlada e, assim, evitar surtos e sequelas. Para isso, é indicado o tratamento com medicamentos imunossupressores e imunomoduladores.

Entenda o que é a Hemofilia

Entenda o que é a Hemofilia

Entenda o que é a Hemofilia, uma doença genética e hereditária, provocada por um defeito da coagulação do sangue, originando em sangramento.


No dia 17 de abril é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia, a data promove a conscientização sobre distúrbios hemorrágicos hereditários, informar sobre a importância dos cuidados necessários, além de unir a comunidade relacionada às doenças hemorrágicas.


Depois de uma lesão, o organismo depende da coagulação do sangue para parar o sangramento. A coagulação normal evita equimoses (manchas roxas) e o sangramento dentro das articulações e músculos, que poderiam resultar em pequenas lesões. Isso depende dos elementos do sangue, chamados de fatores de coagulação. Quando não há quantidade suficiente de um desses fatores, pode ocorrer um sangramento excessivo. A pessoa que tem Hemofilia possui menor quantidade ou ausência de alguns fatores de coagulação.


A mutação que causa essa enfermidade acontece no cromossomo X e é transmitida por uma mulher portadora do gene ou por um homem hemofílico. Geralmente, o público feminino não desenvolve a doença, fazendo com que ela acometa quase eu exclusivamente os homens. Segundo o Ministério da Saúde, das doenças genéticas, a Hemofilia tem a maior taxa das mutações – são aproximadamente 1/3 de novos casos em famílias, sem registro anterior. Ocorre um caso a cada 10 mil habitantes.


Existem dois tipos mais comuns da doença: tipo A, conhecida como Clássica e ocorre por deficiência do Fator VII (FVII). A Hemofilia B, chamada de Fator Christmas, acontece em função de uma deficiência do Fator IX (FIX). A Hemofilia também é classificada de acordo com a quantidade de fator deficitário: grave (fator menor do que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%).


A doença pode ser classificada, ainda, segundo a quantidade do fator deficitário, em três categorias: grave (fator menor que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%). Neste caso, pode acontecer da enfermidade passar despercebida até a idade adulta.


Os primeiros sintomas podem aparecer logo no primeiro ano de vida do paciente, com o aparecimento de equimoses, que se tornam mais evidentes quando a criança está aprendendo a andar. Além das manchas roxas, outros sinais podem ser percebidos: hematomas, episódios hemorrágicos nos músculos e articulações, além de dor intensa causada por pequeno traumatismo.


Nos quadros leves, o sangramento ocorre em situações de traumas, extração de dentes e cirurgias. Nesses casos, a doença pode passar despercebida até a fase adulta.


Nos casos moderados e graves, os sangramentos acontecem com maior frequência e de forma espontânea. Os principais sintomas são aumento da temperatura, dores fortes e restrição de movimento. As lesões ósseas são consequências do desgaste das cartilagens, causadas por hemorragia intramusculares e intra-articulares. As articulações mais afetadas são cotovelo, joelho e tornozelo. O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue que mede a dosagem do nível dos fatores VII e IX de coagulação sanguínea, além dos sinais clínicos. O tratamento da hemofilia evoluiu muito e atualmente, consiste na reposição do fator anti-hemofílico. Os pacientes com hemofilia A recebem a molécula do fator VIII, já os pacientes com hemofilia B, a molécula do fator IX.


O tratamento precoce é muito importante, porque as sequelas deixadas pelos sangramentos serão menores. O paciente hemofílico e seus familiares devem ser treinados para fazer a aplicação do fator em casa.


Algumas recomendações são válidas:

• Os pais devem prestar atenção se os bebês apresentam manchas roxas, pois pode ser um sinal de alerta para Hemofilia;

• Se a criança apresenta sangramentos frequentes e desproporcionais, os pais devem procurar um médico;

• É fundamental que os pacientes com Hemofilia tenham uma prática regular de exercícios físicos, com o objetivo de fortalecer a musculatura;

• Em casos de sangramento, os pacientes diagnosticados devem procurar um tratamento o mais depressa possível, para receber a terapia mais indicada, evitando sequelas nos músculos e articulações.




Dra. Youko Nukui.
Conheça as principais doenças do sangue

Conheça as principais doenças no sangue

O sangue é um tecido vivo, produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno. Ele circula pelo corpo levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos. O plasma, parte líquida do sangue, é composto por 90% água, proteína e sais, representa aproximadamente 55% do volume de sangue circulante no corpo. Por meio do sangue, são levadas para nosso organismo as substâncias necessárias à manutenção da vida nas células, como: proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina.


As hemácias, que também podem ser conhecidas como glóbulos vermelhos, receberam esse nome por conta do alto nível de hemoglobina, que por sua vez, é uma proteína que contém ferro e é predominantemente vermelha. A hemoglobina possibilita que as hemácias transportem oxigênio a todas as células do corpo e transportam o dióxido de carbono, que é produzido pelo organismo.


Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, ajudam na defesa do organismo e são acionados em casos de infecções. Elas atuam nos tecidos com objetivo de destruir os agressores, como vírus e bactérias.


Compondo o sangue, também temos as plaquetas, que são pequenas células que participam no processo de coagulação sanguínea, agindo diretamente nas hemorragias.


Por ser de extrema importância e possuir diversas funções no organismo, é comum que o sangue esteja sujeito a vários tipos de doenças, que na maioria dos casos, levam ao comprometimento da produção de seus componentes. Algumas podem ser tratadas com facilidade, porém, há doenças no sangue que podem ser fatais.


Os problemas relacionados ao sangue podem afetar qualquer uma das partes, como os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e até o próprio plasma.


Existe diversos fatores causadores de doenças no sangue, sejam hereditários ou adquiridos. Conheça as principais doenças no sangue:


Tromboses venosas e arteriais:
A Trombose acontece quando há formação de um coágulo na circulação, resultando na obstrução do fluxo de sangue. As Tromboses podem ser venosas ou arteriais, de acordo com a parte da circulação que atingem. As arteriais representam a principal causa de morte no Brasil e no mundo.


Já as Tromboses Venosas, compreendem a Trombose Venosa Profunda (TVP) e o Tromboembolismo Pulmonar (TEP). Embora menos frequentes que as tromboses arteriais, estas duas condições também representam importantes causas de morbidade e mais raramente, mortalidade.


Leucemia:
A Leucemia é uma doença maligna que atinge os glóbulos brancos, na maioria dos casos, surge de origem desconhecida. Sua principal característica é o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.


Nesta doença, uma célula sanguínea que não atingiu a maturidade sofre uma espécie de mutação genética, que a transforma em uma célula cancerosa. Com isso, essa célula anormal não trabalha de maneira correta, se multiplicando mais rapidamente e morrendo menos do que as células normais. Dessa forma, as células anormais cancerosas.


Existem mais de 12 tipos de Leucemia, sendo as quatro primários são Leucemia Mielóide Aguda (LMC), Leucemia Linfocítica Agua (LLA) e Leucemia Linfocítica Crônica (CLL).


Anemia:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a Anemia como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, como resultado da falta de um ou mais nutrientes essenciais. Porém, a Anemia causada por deficiência de ferro, denominada Anemia Ferropriva, é muito mais comum que as demais - estima-se que 90% das Anemias são causadas por carência de ferro.


Doenças Hemorrágicas:
Esse tipo de doença tem como característica o sangramento excessivo, que pode ser espontâneo ou associado a algum trauma ou cirurgia. Pode acontecer na pele (equimoses e hematomas) ou atingir órgãos internos (sangramento intestinal, urinário ou uterino).


O tratamento para doenças no sangue precisa ser prescrito por um médico especialista. Para cada quadro clínico, existe o seu tratamento adequado. É necessário avaliar, por exemplo, o tipo de doença e grau da evolução. Por exemplo, em casos de câncer, são utilizadas como tratamento a quimioterapia citotóxica, imunoterapia, radioterapia e, em casos específicos, a cirurgia.







Dra. Youko Nukui.

Doenças Cardiovasculares – O que você precisa saber

Conhecida popularmente por "problemas cardíacos" ou "doenças do coração", a doença cardíaca é um termo abrangente no que se diz respeito a diversos problemas clínicos crônicos e agudos que atingem um ou mais componentes do coração. O coração é o órgão mais importante do corpo humano, porque além de ser o responsável por bombear sangue continuamente, ele também é um órgão endócrino, que produz dois hormônios: o peptídeo natriurético atrial (ANP) e o peptídeo natriurético do tipo B (ou peptídeo natriurético cerebral - BNP), que coordenam a função cardíaca com as artérias e os rins.


As doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de mortes no mundo, de acordo com o relatório anual GBD (Global Burden of Desease - em português, Carga de Doenças Global), divulgado pela revista científica The Lancet. A hipertensão foi a enfermidade que mais matou no mundo em 2019, sendo a causa da morte de cerca de 10,8 milhões  de pessoas. No Brasil não é diferente, duas doenças do coração predominam o ranking de mortes no país, são elas: a doença isquêmica do coração (também chamada de doença arterial coronariana), com uma taxa de mortalidade de 80.02 para cada 100 mil habitantes, seguida por mortes por doenças cerebrovasculares, com taxa de 56.58.


Além de ser causada por um fator crônico, as doenças cardíacas também podem ser geradas em sua maioria das vezes pelo consumo demasiado de álcool, cigarro, alimentos com excesso de sódio em sua composição, sedentarismo e sobrepeso.


Algumas doenças, como hipertensão, não têm cura, mas possuem tratamento e podem ser controladas de diversas formas. Em um panorama geral, uma alimentação saudável em conjunto com a prática constante de exercícios físicos são grandes aliados no combate a doenças cardiovasculares. Porém, a qualquer indicação de sintoma é fundamental a busca por um médico cardiologista. O profissional saberá qual o tratamento específico deve ser implementado.







Dr. Irapuan Penteado Magalhães
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