Mais utilizados no frio, descongestionantes nasais podem afetar coração

Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam os casos de rinite, alergias respiratórias e resfriados. Na tentativa de aliviar rapidamente a congestão nasal, muitas pessoas recorrem aos descongestionantes vendidos sem prescrição médica, mas o que poucos sabem é que o uso frequente desses medicamentos pode trazer consequências que vão além do sistema respiratório e pode afetar o funcionamento do coração.

Dados de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Campos mostram que 75% das pessoas utilizam descongestionantes nasais e que 63% recorrem à automedicação. A pesquisa também identificou que 23% dos participantes apresentavam dependência ativa desses produtos e entre eles, houve maior prevalência de efeitos como hipertensão arterial e taquicardia.

O cardiologista Daniel Terrível explica o mecanismo de ação desses medicamentos e os riscos associados ao uso indiscriminado.

"Os descongestionantes nasais promovem a contração dos vasos sanguíneos para reduzir o inchaço da mucosa e facilitar a passagem do ar. No entanto, esse efeito não ocorre apenas no nariz. Em pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou fatores de risco cardiovasculares, essas substâncias podem elevar a pressão arterial, aumentar a frequência cardíaca e favorecer episódios de palpitação", explica o especialista.

Para quem enfrenta episódios recorrentes de obstrução nasal, a recomendação é investigar a causa do sintoma em vez de recorrer continuamente aos descongestionantes. Medidas como lavagem nasal com solução salina, hidratação adequada, controle de fatores ambientais e tratamento específico para rinite alérgica podem ajudar a aliviar o desconforto sem os riscos associados ao uso prolongado desses medicamentos.

Nos casos em que já existe dependência, a interrupção do uso deve ocorrer com acompanhamento médico. "Muitas pessoas mantêm um frasco na bolsa, no carro ou ao lado da cama e passam a utilizar o produto automaticamente diante de qualquer desconforto. Identificar esse comportamento e estabelecer um plano para abandoná-lo é fundamental para reduzir a dependência e evitar a exposição contínua aos efeitos sistêmicos da medicação", afirma o cardiologista.

Embora sejam eficazes para o alívio temporário da congestão nasal, os descongestionantes não devem ser utilizados por períodos prolongados nem sem orientação profissional. O uso consciente desses medicamentos é essencial para preservar não apenas a saúde respiratória, mas também a cardiovascular, especialmente entre pessoas com doenças cardíacas já diagnosticadas.

Aeróbicos ou musculação: qual estratégia é mais eficaz para quem tem risco cardíaco?

A prática regular de exercícios físicos está entre as principais recomendações para prevenir doenças cardiovasculares e pode reduzir em cerca de 40% o risco de mortalidade, segundo o European Journal of Preventive Cardiology. Ainda assim, é comum que pessoas com histórico familiar de infarto ou doenças coronarianas tenham dúvidas sobre qual caminho seguir entre tantas modalidades, como corrida, crossfit ou musculação.

Durante muito tempo, os exercícios aeróbicos foram considerados os principais aliados do coração, mas hoje, a visão é mais ampla e a proteção cardiovascular é maior quando diferentes modalidades são combinadas. “Os exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida na esteira, têm impacto direto no músculo cardíaco e no sistema circulatório. Eles aumentam o volume sistólico, permitindo que o coração bombeie mais sangue a cada batimento, o que reduz a frequência cardíaca em repouso. Também ajudam a controlar a pressão arterial e a elevar o HDL, o chamado bom colesterol, além de melhorar a capacidade do organismo de absorver e utilizar o oxigênio”, explica o cardiologista, Daniel Terrível.

Se o aeróbico atua diretamente no condicionamento cardiorrespiratório, a musculação complementa esse efeito ao trabalhar outros mecanismos importantes para a saúde do coração. Embora ainda seja associada principalmente ao ganho de massa muscular, ela também tem papel relevante na proteção cardiovascular.

“O treinamento resistido contribui para reduzir a rigidez arterial e melhorar a função do endotélio, camada que reveste os vasos sanguíneos. Também aumenta a sensibilidade à insulina, auxiliando na prevenção e no controle do diabetes e da obesidade, fatores de risco importantes para o infarto. Além disso, o ganho de força muscular reduz a sobrecarga do coração em atividades do dia a dia”, complementa o médico.

Nesse contexto, as duas práticas não competem, mas se complementam. “A estratégia mais indicada é a combinação das modalidades. A esteira melhora a resistência cardiorrespiratória e a eficiência do miocárdio, enquanto a musculação atua no metabolismo, na pressão arterial e no controle glicêmico e lipídico”, reforça o especialista.

Mais do que escolher entre uma ou outra atividade, o ponto principal está na consistência e na segurança. Para quem tem histórico familiar de infarto, a integração entre exercícios aeróbicos e musculação tende a ser a abordagem mais completa. “Antes de iniciar qualquer rotina, é fundamental buscar orientação médica e manter os exames em dia. Com acompanhamento

adequado, é possível definir a frequência cardíaca segura e as cargas ideais, garantindo que o exercício seja, de fato, um aliado da saúde do coração”, finaliza o cardiologista.

Bye, bye, energético. A vez e o poder dos power juices

Por muito tempo associados ao combo festa, álcool e gelo, os energéticos passaram por um rebrand para encantar a geração Z, que bebe e encara bem menos a balada, se comparados com millennials. “Antes, cerca de 80% do energético no Brasil era consumido à noite e 20% de dia. Agora, mais de 60% é tomado com o sol lá fora,” diz o fundador da PAZ, marca de power juices, Marcos Leta. “Essa migração evidencia uma alteração comportamental de gerações que bebem menos na noitada e focam mais em saúde.”

Com o nome de “power juices”, o “finado” energético dita um novo ritmo de bem-estar e disposição física. A demanda por essa seara cresce pela promessa de gerar energia e aguçar o estado mental sem descuidar da saúde. Várias opções no mercado contam, inclusive, com fórmulas naturais. Sejam os ingredientes da terra ou do laboratório, os energéticos em geral estiveram em 22 milhões de lares no Brasil em 2024, o que representa 38% de todas as casas, segundo a consultoria Kantar. No ano passado, foram produzidos 557 milhões de litros por aqui (Nielsen).

A categoria atraiu cerca de 9 milhões de novos compradores de “consumo instantâneo” em 2025 (Kantar). Pessoas que, em grande parte, estão na correria do dia a dia em centros urbanos. Destacam-se indivíduos de até 29 anos das classes C, D, E – 40% dos clientes que consomem um energético de forma “rápida” no mercado, na padaria ou no bar. Os principais pontos de venda estão em São Paulo, no Rio de Janeiro e nas regiões metropolitanas do Sul.

Fatores como a gradativa urbanização global, o aumento da carga de trabalho e o interesse crescente por esporte e atividades físicas são creditados, por diferentes análises de mercado, à expansão. O desejo por energia e cognição ganha propulsão especialmente entre as gerações Z. Há décadas, o marketing das companhias era focado em cativar o público masculino por ideais de virilidade associados a desempenho. Segundo pesquisadores da Universidade de Akron, os jovens brancos, há mais de dez anos, tinham uma tendência mais notável a beber energéticos nos Estados Unidos.

Hoje, em marcas daqui e de fora, o público feminino é pulsante, quando não majoritário. Isso ocorre graças ao alargamento dos significados conectados aos energéticos, como o da saúde. Intrinsecamente, o aumento das vendas globais estimula um ambiente de inovação contínua das fórmulas, com refinamento na redução de açúcares, diversificação de sabores e viabilização da sustentabilidade das embalagens.

O Brasil, ao lado da Argentina e do Chile, é o maior consumidor da bebida na América do Sul, região que vendeu cerca de R$ 26,58 bilhões em 2025 (Fortune

Business Insights). O mercado mundial foi avaliado em torno de R$ 409,43 bi. Já a América do Norte, líder do setor, movimentou ao redor de R$ 145,27 bi. A projeção, feita também pela Fortune Business Insights, é de que os power drinks gerem cerca de R$ 834,20 bilhões por ano em 2034. Ou seja, um crescimento de mais de 100% para o período de oito anos.

Das cinzas ao brilho


“Eu sinto que é uma tendência do mercado transformar vícios em virtudes”, opina o fundador da BrainJuice, Moritz Neto. “É o exemplo das gummies (como as gomas com proteína), que transformaram o consumo de açúcar em case de wellness. Já com o power juice, nós pegamos um suco, ou até nos aproximamos da lógica do drinque, e inserimos ingredientes como beterraba e cafeína que trazem uma série de benefícios”, complementa.

Moritz Neto explica que a sua clientela é composta 60% por homens e 40% por mulheres que trabalham e desejam melhorar a cognição. “Aos poucos, entramos na cultura fitness, mas associada ao wellness. Nós não queremos ser a Growth, o foco não é performance em academia. Damos uma alternativa natural a quem não quer consumir químicos, a quem não vai ingerir uma substância apenas pela premissa de otimização”, diz o porta-voz da BrainJuice. Um dos power juices da marca, o All In Greens vem em pó, dispensa o uso de conservantes e corantes, e a sua composição inclui vegetais verdes, frutas, raízes e ervas.

“Ao dissolver o pó na água, é possível ver as partículas de ingredientes como beterraba e pimenta. Isso é muito legal, o cliente sabe o que está ali,” ilustra Moritz. A formulação do produto foi inicialmente concebida para sanar duas dores dos clientes: problemas de digestão e falta de energia. “Você ganha um incremento gradativo de vitalidade, e a regulação do intestino é facilitada pelas fibras prebióticas.” O Natural Fire, outro energético da BrainJuice, foca em energia e “substitui a experiência do pré-treino, sem queda de vitalidade e humor depois.” A marca se prepara para lançar, até o final do ano, um produto para aguçar a cognição.

“A cafeína é capaz de melhorar a atenção. Além disso, os antioxidantes das fórmulas desses sucos fazem bem para as sinapses dos neurônios e são passíveis de reduzir a inflamação do organismo. Porém, claro, o que melhor faz isso, ao longo do tempo, é uma alimentação geral equilibrada”, diz o nutrólogo Andrea Bottoni.

Por seu lado, os energéticos da PAZ contam com as cafeínas do guaraná, do chá verde e a isolada. A empresa utiliza conservantes e corantes que representam de 0,4% a 0,5% da microbiologia do produto, segundo o fundador Marcos Leta. “São importantes para garantir a qualidade. Afinal, é uma bebida em lata que precisa

ser conservada em diferentes temperaturas,” afirma. “Todo energético passa por processos, então, não existe uma opção totalmente saudável – e nem é para ser, até porque é um produto enlatado; e por ‘saudável’, eu digo no sentido de alcançar uma fórmula 100% ‘limpa’.”

A proposta da marca é trabalhar com ingredientes melhores e mais potentes para entregar energia. “Não tenho a pretensão do discurso de ‘100% saudável’,” explica o fundador da PAZ. “Nem acho honesto.” Além disso, os produtos da marca não têm açúcar e todos os seis sabores, como mate, manga e melancia, podem ser adquiridos em lojas de conveniência e na rede de mercados Zona Sul, no Rio de Janeiro, e no St. Marche e Santa Luzia, em São Paulo. “Fechamos um contrato com o Carrefour e com alguns supermercados do interior de São Paulo. Em meados de junho, devemos bater cerca de 5.000 pontos de venda no Brasil”, conta Marcos Leta.

Ao abrir a marca de energy drinks Sede, em maio de 2025, o empresário Alex Rosário desejava reconfigurar o entendimento frequente do consumidor sobre este item. “Dentro da categoria de bebidas funcionais, existe a subcategoria de energético, muito conhecida pelos líderes do mercado como Red Bull e Monster. Porém, ela não traduz mais o que existe hoje de tecnologia de produto, o que as pessoas querem do ponto de vista de saúde,” diz o fundador.

“O nosso desafio foi lançar um energético que desconstrói estereótipos. A longo prazo, não queremos ser só uma marca de energy drink, mas uma plataforma de saúde mental,” explica Alex Rosário. Atualmente, a marca está focada nos mercados de São Paulo e Salvador, em mais de mil pontos de venda físicos como St. Marche e Mango. Os produtos também podem ser encontrados na Amazon, e o site da empresa entrega para todo o Brasil.

“A nossa meta para este ano era crescer 15 vezes mais do que no ano passado. Essa marca já foi batida nos primeiros meses de 2026,” comemora o empresário. A fórmula da Sede, explica Alex, é 99,72% natural. “Aos olhos da Anvisa, o que garante essa característica é o ingrediente não ter sido submetido a nenhum processo laboratorial. Então, a nossa cafeína microencapsulada, a taurina e o complexo de vitamina passam por esses trâmites, compondo assim 0,28% da fórmula”, detalha. Os corantes não são utilizados pela Sede. “E de ativos naturais temos o gengibre e a erva-mate orgânica.”

A maior parte do público da Sede é composta por mulheres, de 25 a 40 anos. “Hoje vivemos diferentes epidemias: do cansaço, da saúde mental, do sono e da socialização. Percebi que havia uma oportunidade de mercado para auxiliar as pessoas em seus processos no meio da agitação e isolamento do dia a dia. Prova disso é a transformação do varejo,” aponta o porta-voz da marca. “Fora do País, especialmente nos Estados Unidos, você encontra em uma gôndola de mercado

uma divisão por funcionalidades: isotônico, isotrópico, eletrólito, foco no sono e por aí vai,” exemplifica.

Mas faz bem?


“Falar mal dos power juices é de um reducionismo disfuncional,” diz o nutrólogo do Hospital IGESP Andrea Bottoni. “Entretanto, é evidente que há muita estratégia de marketing. Fala-se muito do consumo dessas bebidas nos Estados Unidos. Apesar de ser um país com tecnologia de ponta, onde há uma grande concentração de laureados do Nobel da medicina e com importantes centros de pesquisa, tem-se, por outro lado, um estilo de vida que não pode ser utilizado como exemplo, com altos índices de sedentarismo e alimentação com ultraprocessados,” afirma o médico.

Um ponto comum de esbarramento dos energéticos é o da saudabilidade. É corriqueiro o entendimento de que a bebida faz mal em qualquer cenário, principalmente se combinada ao álcool. Assim, o desafio das novas marcas é o de redirecionar essa percepção por meio da formulação natural dos produtos e de campanhas informativas. A comunicação age na explicação da diferença entre o clássico energético da festa - muitos conservam a receita de 20, 30 anos atrás - e o power juice. Essencialmente, todo processo marcado por novidade precisa de tempo e, também, de informação bem apurada.

“O power juice em si não tem nada de errado. Contudo, sem querer me estender na filosofia, é preciso cuidado ao empregar os termos ‘certo’ e ‘errado’ ao falar de saúde”, diz Bottoni. “Dificilmente, o erro está só de um lado, o que conta é o estilo de vida. É claro que se você não se alimenta bem, é sedentário, toma litros de café por dia, fuma, descansa pouco e vira noite, o power juice não fará milagre. Ele não transforma ninguém em Super-Homem com imunidade imbatível,” diz o nutrólogo.

Segundo o médico, essas bebidas possuem componentes que incrementam a energia sem grandes picos - e as temidas quedas -, além de serem capazes de melhorar a atenção. “Quase todo mundo sabe que precisa comer frutas e fazer exercícios, mas não é só dizer isso que a premissa será aplicada. É preciso analisar como as ações podem ser encaixadas em cada realidade individual. Por isso que, às vezes, colocamos um produto aqui, acionamos outra ferramenta ali, mas com o entendimento de que é um conjunto de hábitos que constrói o que chamamos de saúde,” diz o nutrólogo, que enfatiza a impossibilidade, para grande parte da população, por falta de tempo e/ou acesso.

“Qualquer substância com alteração em seu estado natural toca o organismo humano de alguma forma ao ser introduzida nele. O café, desde a plantação até a xícara, é um exemplo,” afirma Marcos Leta. No caso dessa substância, comum a

muitos energéticos, a Organização Mundial da Saúde estabelece que o consumo não deve passar de 400 mg por dia (até 4 xícaras pequenas). “Segundo a OMS e a Anvisa, o limite em uma lata de energético é de cerca 35 mg por 100 ml. Claro, assim como qualquer coisa, não vai fazer bem se tomado sem moderação,” continua.

“A nossa recomendação de uso é que, caso haja dúvidas, procure-se um profissional da saúde para orientações. A ação da cafeína, por exemplo, não é recomendada para algumas pessoas,” destaca o fundador da Sede. Quem são elas? “Para crianças, é contraindicado, e não é recomendado para gestantes. Já para idosos e para quem possui questões cardiovasculares e problemas hepáticos, há um ponto de alerta. É importante, nesses casos, consultar um médico ou nutricionista,” finaliza o nutrólogo do IGESP.

Jejum intermitente: especialista explica como funciona prática





Estratégia alterna períodos sem comer com janelas de alimentação e exige atenção para evitar efeitos indesejados.

O jejum intermitente ganhou espaço nas redes sociais e passou a integrar a rotina de quem busca reorganizar os horários das refeições, controlar o peso ou reduzir a ingestão calórica. Diferentemente das dietas que restringem grupos alimentares, essa estratégia se concentra no tempo em que se come, e não necessariamente no que vai ao prato. Entre os modelos mais conhecidos está o 16:8, em que a pessoa passa 16 horas em jejum e concentra as refeições em uma janela de oito horas. Outro formato popular é o 5:2, que propõe redução significativa das calorias em dois dias da semana, mantendo a alimentação habitual nos demais. Segundo Andrea Bottoni, Nutrólogo do Hospital IGESP, durante o jejum o organismo primeiro utiliza as reservas de glicose para manter as funções básicas, para depois recorrer aos estoques de gordura como fonte de energia. “Essa resposta, porém, varia de acordo com idade, nível de atividade física, condições de saúde e qualidade da alimentação nos períodos em que a ingestão é permitida”, explica. “A forma como o jejum é conduzido, e especialmente como é encerrado, interfere diretamente nos resultados e na sensação de bem-estar”, acrescenta o especialista.

Quais os principais efeitos colaterais?


Embora adotado por parte da população, o jejum intermitente pode provocar desconfortos, sobretudo nas primeiras semanas ou quando praticado por longos períodos sem orientação. Dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e tontura estão entre os sintomas mais relatados, geralmente associados à queda dos níveis de glicose. Em jejuns mais prolongados, também podem surgir fraqueza e sudorese. “Há ainda o risco de compulsão alimentar ao fim do período sem comer. Exageros na primeira refeição podem levar a inchaço, náusea e refluxo. Alterações no humor e no sono também são descritas, assim como possíveis carências nutricionais quando a alimentação nas janelas permitidas não é equilibrada. Por isso, planejamento é fundamental para reduzir riscos e preservar a saúde’, afirma no Nutrólogo do Hospital IGESP.

Alimentos indicados para a quebra do jejum


A forma de quebrar o jejum é considerada um dos pontos mais importantes da prática, uma vez que após horas sem ingestão alimentar, o organismo tende a responder de maneira mais sensível a grandes volumes de comida ou a alimentos ricos em açúcar e gordura saturada. Por isso, a recomendação geral é iniciar com uma refeição equilibrada, composta por proteínas, fibras, carboidratos complexos e gorduras de boa qualidade. “Ovos, iogurte natural, queijos magros e leguminosas ajudam na saciedade e na preservação da massa muscular. Carboidratos como aveia, arroz integral e batata-doce fornecem energia de maneira gradual, evitando picos de glicose. Já as frutas, verduras e legumes agregam fibras e micronutrientes, enquanto azeite de oliva, abacate e castanhas complementam o valor nutricional”, orienta o especialista.



Ministério da Saúde anuncia campanha de imunização contra sarampo





Dois casos confirmados de sarampo em São Paulo levantam alerta sobre a vacinação.

O Ministério da Saúde lançou em 29/04/26 uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, direcionada a brasileiros que planejam viajar para a Copa do Mundo da FIFA 2026. Com o apoio do tetracampeão mundial Raí, a iniciativa visa alertar os viajantes sobre a importância de verificar e atualizar a caderneta de vacinação antes do embarque, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

A urgência dessa medida é reforçada pela recente confirmação de dois casos de sarampo em São Paulo, com o segundo registrado ontem (28). O paciente, um homem de 42 anos natural da Guatemala, foi diagnosticado no final de março, em São Paulo, e a confirmação da doença veio após exames laboratoriais.

O primeiro caso de sarampo no estado paulista envolveu uma bebê de seis meses, não vacinada, que viajou para a Bolívia em janeiro deste ano. Confirmado no início deste mês, esse caso foi o primeiro registrado no país, segundo o Ministério da Saúde.

Os riscos do sarampo


O sarampo é transmitido pelo contato próximo, por gotículas e partículas no ar liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Por ser altamente contagioso, um breve contato com uma pessoa infectada pode ser suficiente. Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

Segundo o infectologista do hospital IGESP, Julio Onita, há risco de aumento de casos, pois o sarampo é uma doença altamente infectocontagiosa. “Os fatores que contribuem para um possível aumento estão a circulação de pessoas não vacinadas, especialmente imigrantes e refugiados com status vacinal desconhecido, e o crescimento de populações com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico. Mesmo quem já foi vacinado pode ter redução da resposta imunológica ao longo do tempo, dependendo dessas condições”, afirma o especialista.

Quem deve ser vacinado


A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se tem viagem marcada.

· Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”.

· Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses.

· Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.

“A vacina utiliza um vírus vivo enfraquecido, que não causa a doença em pessoas saudáveis, mas é suficiente para estimular o sistema imunológico. Isso leva à produção de anticorpos que permanecem no organismo e são rapidamente ativados, caso haja contato com o vírus real.”, explica o infectologista.



Café, energético ou pré-treino: qual é a melhor escolha antes do exercício?





Cada alternativa possui composição diferente e pode provocar efeitos distintos no organismo, especialmente no sistema cardiovascular.





Café, suplementos pré-treino e bebidas energéticas estão entre as opções mais utilizadas antes da prática de exercícios físicos e, apesar do objetivo semelhante, cada alternativa possui composição diferente e pode provocar efeitos distintos no organismo, especialmente no sistema cardiovascular.


A cafeína, principal estimulante presente nesses produtos, está associada à melhora do rendimento físico quando consumida em quantidades adequadas. Segundo a International Society of Sports Nutrition, a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal pode contribuir para melhor desempenho em diferentes tipos de exercício.


Ao mesmo tempo, avaliações da European Food Safety Authority indicam que o consumo de até 400 mg por dia é considerado seguro para adultos saudáveis; acima desse nível, aumentam as chances de efeitos como palpitações, ansiedade e alterações na frequência cardíaca.


O cardiologista do Hospital IGESP, Daniel Terrível, explica que o ponto central está na quantidade de estimulantes ingeridos e na forma como eles se combinam. “Produtos com múltiplos compostos estimulantes podem intensificar os efeitos sobre o coração e a circulação. Por esse motivo, compreender a composição de cada opção ajuda a escolher a alternativa mais adequada para o tipo de treino e para a tolerância individual à cafeína”, comenta.



Café, suplemento ou energético?


O café se destaca pela composição simples, uma vez que contém cafeína natural e poucos outros componentes com efeito estimulante, o que permite maior controle sobre a quantidade ingerida e reduz o risco de associação com substâncias que possam intensificar o impacto cardiovascular.


Por esse motivo, costuma ser suficiente para quem busca apenas mais disposição e foco antes do exercício. Em geral, é indicado para atividades físicas moderadas, como caminhadas, corridas leves ou treinos de academia de intensidade moderada.


Já os suplementos pré-treino apresentam fórmulas mais complexas. Além de cafeína, frequentemente incluem aminoácidos, compostos relacionados à resistência muscular e substâncias associadas à vasodilatação. Esse tipo de produto costuma ser utilizado por pessoas que realizam treinos mais intensos ou que buscam melhorar o desempenho físico de forma mais específica.


“A presença de múltiplos ingredientes, no entanto, exige atenção à dose total de estimulantes. Por isso, o consumo costuma ser mais comum entre praticantes de musculação com cargas elevadas, treinos de alta intensidade ou rotinas voltadas ao desempenho esportivo”, afirma o cardiologista do Hospital IGESP.


As bebidas energéticas, por sua vez, também utilizam cafeína como principal estimulante, mas geralmente combinam a substância com altos níveis de açúcar e outros compostos estimulantes, combinação que pode provocar aumento mais rápido da frequência cardíaca e da pressão arterial.


Por esse motivo, o consumo antes da atividade física exige cautela, sobretudo em exercícios intensos ou prolongados. Diferentemente do café ou de suplementos formulados especificamente para treino, os energéticos costumam estar mais associados a situações de cansaço ou necessidade de alerta no cotidiano, como longos períodos de trabalho ou estudo, e não necessariamente a uma estratégia de pré-treino.


“Em muitos casos, quantidades moderadas do estimulante já são suficientes para aumentar a disposição e o foco durante o exercício. Avaliar a presença de outros compostos estimulantes e evitar excessos ajuda a reduzir impactos sobre o sistema cardiovascular e contribui para uma prática esportiva mais segura”, finaliza Daniel Terrível.










Do Nipah às infecções comuns: especialista do Hospital IGESP explica como identificar sintomas e acompanhar a saúde a longo prazo

Mesmo sem casos no Brasil, o estudo do vírus reforça a importância de atenção aos primeiros sintomas e à evolução das infecções virais.

O vírus Nipah tem chamado atenção global nos últimos dias por sua gravidade em alguns países da Ásia e pelo potencial de causar surtos localizados. Embora ainda não tenha registros no Brasil, ele serve como exemplo de como algumas doenças virais podem evoluir silenciosamente.

A taxa de letalidade estimada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) varia conforme o surto e as condições de vigilância e tratamento local, mas geralmente fica entre 40% e 75% das pessoas infectadas. Esse cenário reforça a importância de identificar sinais iniciais e acompanhar a evolução de infecções virais, mesmo quando os sintomas parecem leves ou passageiros.

A evolução da infecção pelo vírus Nipah nem sempre é perceptível de imediato, o que torna o monitoramento contínuo fundamental para prevenir complicações e favorecer uma recuperação completa.

A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato direto com animais infectados, especialmente morcegos frugívoros e porcos, ou pelo consumo de alimentos contaminados, como frutas e seivas cruas. Também há registro de transmissão de pessoa para pessoa, sobretudo por meio do contato com secreções corporais.

“A prevenção envolve medidas simples, mas essenciais, como evitar o consumo de alimentos potencialmente contaminados, reforçar práticas de higiene, utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco e adotar protocolos rigorosos de controle de infecção. Atualmente, não há tratamento antiviral específico nem vacina aprovada contra o Nipah, sendo o manejo baseado em cuidados de suporte e no acompanhamento clínico contínuo para tratar complicações à medida que surgem”, explica Julio Onita, infectologista do Hospital IGESP.

“Os primeiros sinais de infecção podem ser sutis e facilmente confundidos com resfriados ou outras viroses comuns, como dengue, influenza ou febre amarela. Sintomas como febre baixa, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar geral podem passar despercebidos, mas indicam que o organismo está reagindo a uma agressão viral. Observar essas manifestações com atenção permite detecção precoce, reduzindo o risco de complicações e evitando que situações mais graves se instalem sem que sejam percebidas”, acrescenta o médico.

Doenças raras e infecções comuns compartilham riscos silenciosos


Estudar vírus como o Nipah reforça que prevenção, atenção aos primeiros sinais e acompanhamento contínuo não são apenas práticas desejáveis, mas essenciais para lidar com doenças emergentes e infecções virais em geral. Esses cuidados contribuem para ampliar a segurança e o bem-estar da população, inclusive em regiões onde o vírus ainda não circula, ao fortalecer uma cultura de vigilância capaz de reduzir riscos e aprimorar a resposta diante de novas ameaças virais.

“Aprender a reconhecer sinais sutis e iniciais e acompanhar a evolução das infecções traz lições valiosas não apenas para doenças raras como o Nipah, mas também para vírus recorrentes como dengue, influenza e febre amarela. Cada organismo reage de maneira única, e sintomas leves podem esconder processos que evoluem silenciosamente”, afirma o especialista do Hospital IGESP.

“A observação cuidadosa e a vigilância contínua tornam-se, assim, ferramentas fundamentais para identificar alterações de saúde antes que se tornem problemas graves, permitindo intervenções mais precisas e eficazes”, finaliza.
Canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras: especialista do Hospital IGESP explica por que comer melhor e se exercitar ainda é essencial para manter o peso

Uso da medicação não substitui mudanças estruturais na alimentação e no estilo de vida; segundo pesquisa, 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar das canetas emagrecedoras.

O avanço das chamadas canetas emagrecedoras colocou os medicamentos injetáveis para perda de peso no centro do debate sobre obesidade e saúde metabólica. Ao atuarem na regulação do apetite e da saciedade, esses fármacos contribuem para a redução da ingestão calórica e para o emagrecimento, mas especialistas alertam que o uso da medicação, por si só, não substitui mudanças na alimentação e no estilo de vida.

Segundo a pesquisa Ipsos Health Service Report 2025, 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Paralelamente, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 32,25% das notificações de eventos adversos relacionados à semaglutida no Brasil estão associadas ao uso fora das indicações aprovadas em bula, proporção cerca de três vezes maior do que a observada na base global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O cenário reforça a necessidade de uso responsável e acompanhamento médico adequado. As canetas emagrecedoras reduzem a ingestão alimentar porque atuam em vias hormonais ligadas à saciedade e ao esvaziamento gástrico, com sinalização ao sistema nervoso central que o organismo está satisfeito, retardando a digestão, prolongando a sensação de plenitude após as refeições”, explica Andrea Bottoni, nutrólogo do Hospital IGESP. “Com isso, o indivíduo tende a comer menos e a se sentir saciado com porções menores, facilitando a redução do consumo calórico diário.”

Alimentação e exercício como base do tratamento


Apesar dos benefícios, a redução do apetite não garante, por si só, uma alimentação equilibrada. Sem orientação nutricional adequada, é possível diminuir calorias sem assegurar a ingestão correta de nutrientes essenciais, e esse desequilíbrio pode favorecer a perda de massa muscular, reduzir o gasto energético basal e dificultar a manutenção do peso no longo prazo.

“Durante o tratamento, a recomendação é priorizar proteínas magras, como frango, peixe, ovos, carnes magras e verduras, legumes e frutas ricos em fibras, carboidratos complexos (arroz integral, aveia, batata-doce), além de fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes”, acrescenta o especialista.

A prática regular de atividade física é outro pilar indispensável, uma vez que o exercício contribui para a preservação e o ganho de massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina, aumenta o gasto energético total e ajuda a evitar a desaceleração metabólica associada à perda de peso. Além disso, não se pode descartar os benefícios cardiovasculares, metabólicos e impacto positivo no bem-estar psicológico.

“Dessa forma, as canetas emagrecedoras devem ser encaradas como uma ferramenta complementar, inserida em uma abordagem integrada que inclui reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais. A combinação dessas estratégias é fundamental para resultados sustentáveis e para a promoção da saúde de forma ampla, indo além da simples perda de peso”, finaliza o nutrólogo do Hospital IGESP.

MPOX: Especialista explica quais os cuidados e como se prevenir

No início do mês de março, o Ministério da Saúde confirmou na região metropolitana de São Paulo o primeiro caso de Mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b, em uma paciente de 29 anos, que teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica. A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, continua monitorada pelas autoridades de saúde no Brasil.

A doença, causada pelo vírus Monkeypox, pertence à mesma família do vírus da varíola humana, mas geralmente apresenta sintomas mais leves. A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados, como roupas e roupas de cama. O período de incubação varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias.

“Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, inchaço nos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem se espalhar pelo corpo. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com feridas, fluidos corporais ou objetos contaminados, além da exposição prolongada com secreções respiratórias”, alerta Julio Onita, Infectologista e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP.

Cuidados com a doença


Para evitar a transmissão da Mpox, é essencial adotar medidas simples do dia a dia. O contato direto com pessoas infectadas deve ser evitado, especialmente com suas lesões na pele, saliva e fluidos corporais. Como o vírus também pode estar presente em objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, é importante não compartilhar esses itens. Além disso, manter uma boa higiene pessoal, lavando as mãos com frequência com água e sabão ou utilizando álcool em gel, ajuda a reduzir o risco de contágio. Em locais onde há surtos da doença, o uso de máscaras pode ser uma medida preventiva adicional, principalmente para aqueles que convivem com casos suspeitos ou confirmados.

“O tratamento da Mpox é focado no alívio dos sintomas, já que, na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve e se resolve espontaneamente em algumas semanas. Durante esse período, é essencial manter o corpo hidratado, descansar e, se necessário, usar remédios para controlar a febre e a dor, sempre sob orientação médica. Outro cuidado importante é com as lesões na pele, que devem ser mantidas limpas e protegidas para evitar infecções secundárias”, ressalta o médico.

Nos casos mais graves, que geralmente afetam pessoas com imunidade comprometida, pode ser necessária uma abordagem mais específica, incluindo o uso de antivirais, como o Tecovirimat. No entanto, esse tratamento só é recomendado em situações de maior risco e precisa ser acompanhado por um profissional de saúde. Por isso, ao notar os primeiros sintomas da Mpox, a recomendação é buscar atendimento médico para uma avaliação adequada e receber as orientações necessárias para a recuperação.
A Importância do Diagnóstico Precoce para o Câncer de Mama

A Importância do Diagnóstico Precoce para o Câncer de Mama

Se você é mulher, ou tem uma mulher especial na sua vida, atente-se a esses dados sobre o câncer de mama.

Cerca de 18 mil mulheres vão morrer em decorrência do câncer de mama até 2025 de acordo com a projeção do INCA – Instituto Nacional do Câncer, que estima que entre 2023 e 2025, sejam diagnosticados quase 74 mil novos casos de câncer de mama no país. Sendo esse tipo a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil.

Mesmo com esses dados preocupantes, muitas ainda desconhecem as medidas básicas de prevenção e diagnóstico precoce. Hoje cerca de 60% das mulheres acreditam que a principal medida para a detecção precoce do câncer de mama é o autoexame. Por meio dele é possível detectarmos sinais e sintomas importantes para o diagnóstico como por exemplo:

  • Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos;

  • Alterações no bico do peito (mamilo);

  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

  • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.


Fazer frequentemente o autoexame é uma medida muito importante, mas além dele. existem meios diagnósticos mais precisos que complementam esse cuidado, como por exemplo, a mamografia, que é capaz de detectar tumores menores.

Outro dado alarmante é que apesar da doença ter maior incidência em mulheres com idade média de 53 anos, especialistas destacam a tendência do diagnóstico cada vez mais presente em mulheres jovens, entre 30 e 49 anos, representando 30% do total de casos registrados no país.

A grande verdade é que precisamos entender o nosso papel na prevenção e no tratamento da doença, mudando hábitos e abandonando de vez o comportamento perigoso da negação, que faz com que muitas mulheres deixem de realizar exames com medo do resultado.

Chegou a hora de conversar com seu médico e criar um plano de cuidado preventivo, considerando que o envelhecimento, a genética, a reposição hormonal, histórico familiar, menopausa ou gravidez tardias e uso de anticoncepcional oral, além de sedentarismo, obesidade e álcool são fatores de riscos importantíssimos e demandam atenção.

O câncer de mama tem cura e os índices podem chegar a 90% quando a doença é identificada em seu estágio inicial.

Pense nisso, vamos contrariar as estatísticas cuidando da nossa saúde e ajudando a espalhar essa corrente pela vida.

Fontes:
Sociedade Brasileira de Mastologia (SMB)
INCA Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
Estudo Ipec de 2023




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