Jejum intermitente: especialista explica como funciona prática





Estratégia alterna períodos sem comer com janelas de alimentação e exige atenção para evitar efeitos indesejados.

O jejum intermitente ganhou espaço nas redes sociais e passou a integrar a rotina de quem busca reorganizar os horários das refeições, controlar o peso ou reduzir a ingestão calórica. Diferentemente das dietas que restringem grupos alimentares, essa estratégia se concentra no tempo em que se come, e não necessariamente no que vai ao prato. Entre os modelos mais conhecidos está o 16:8, em que a pessoa passa 16 horas em jejum e concentra as refeições em uma janela de oito horas. Outro formato popular é o 5:2, que propõe redução significativa das calorias em dois dias da semana, mantendo a alimentação habitual nos demais. Segundo Andrea Bottoni, Nutrólogo do Hospital IGESP, durante o jejum o organismo primeiro utiliza as reservas de glicose para manter as funções básicas, para depois recorrer aos estoques de gordura como fonte de energia. “Essa resposta, porém, varia de acordo com idade, nível de atividade física, condições de saúde e qualidade da alimentação nos períodos em que a ingestão é permitida”, explica. “A forma como o jejum é conduzido, e especialmente como é encerrado, interfere diretamente nos resultados e na sensação de bem-estar”, acrescenta o especialista.

Quais os principais efeitos colaterais?


Embora adotado por parte da população, o jejum intermitente pode provocar desconfortos, sobretudo nas primeiras semanas ou quando praticado por longos períodos sem orientação. Dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e tontura estão entre os sintomas mais relatados, geralmente associados à queda dos níveis de glicose. Em jejuns mais prolongados, também podem surgir fraqueza e sudorese. “Há ainda o risco de compulsão alimentar ao fim do período sem comer. Exageros na primeira refeição podem levar a inchaço, náusea e refluxo. Alterações no humor e no sono também são descritas, assim como possíveis carências nutricionais quando a alimentação nas janelas permitidas não é equilibrada. Por isso, planejamento é fundamental para reduzir riscos e preservar a saúde’, afirma no Nutrólogo do Hospital IGESP.

Alimentos indicados para a quebra do jejum


A forma de quebrar o jejum é considerada um dos pontos mais importantes da prática, uma vez que após horas sem ingestão alimentar, o organismo tende a responder de maneira mais sensível a grandes volumes de comida ou a alimentos ricos em açúcar e gordura saturada. Por isso, a recomendação geral é iniciar com uma refeição equilibrada, composta por proteínas, fibras, carboidratos complexos e gorduras de boa qualidade. “Ovos, iogurte natural, queijos magros e leguminosas ajudam na saciedade e na preservação da massa muscular. Carboidratos como aveia, arroz integral e batata-doce fornecem energia de maneira gradual, evitando picos de glicose. Já as frutas, verduras e legumes agregam fibras e micronutrientes, enquanto azeite de oliva, abacate e castanhas complementam o valor nutricional”, orienta o especialista.



Ministério da Saúde anuncia campanha de imunização contra sarampo





Dois casos confirmados de sarampo em São Paulo levantam alerta sobre a vacinação.

O Ministério da Saúde lançou em 29/04/26 uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, direcionada a brasileiros que planejam viajar para a Copa do Mundo da FIFA 2026. Com o apoio do tetracampeão mundial Raí, a iniciativa visa alertar os viajantes sobre a importância de verificar e atualizar a caderneta de vacinação antes do embarque, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

A urgência dessa medida é reforçada pela recente confirmação de dois casos de sarampo em São Paulo, com o segundo registrado ontem (28). O paciente, um homem de 42 anos natural da Guatemala, foi diagnosticado no final de março, em São Paulo, e a confirmação da doença veio após exames laboratoriais.

O primeiro caso de sarampo no estado paulista envolveu uma bebê de seis meses, não vacinada, que viajou para a Bolívia em janeiro deste ano. Confirmado no início deste mês, esse caso foi o primeiro registrado no país, segundo o Ministério da Saúde.

Os riscos do sarampo


O sarampo é transmitido pelo contato próximo, por gotículas e partículas no ar liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Por ser altamente contagioso, um breve contato com uma pessoa infectada pode ser suficiente. Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

Segundo o infectologista do hospital IGESP, Julio Onita, há risco de aumento de casos, pois o sarampo é uma doença altamente infectocontagiosa. “Os fatores que contribuem para um possível aumento estão a circulação de pessoas não vacinadas, especialmente imigrantes e refugiados com status vacinal desconhecido, e o crescimento de populações com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico. Mesmo quem já foi vacinado pode ter redução da resposta imunológica ao longo do tempo, dependendo dessas condições”, afirma o especialista.

Quem deve ser vacinado


A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se tem viagem marcada.

· Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”.

· Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses.

· Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.

“A vacina utiliza um vírus vivo enfraquecido, que não causa a doença em pessoas saudáveis, mas é suficiente para estimular o sistema imunológico. Isso leva à produção de anticorpos que permanecem no organismo e são rapidamente ativados, caso haja contato com o vírus real.”, explica o infectologista.



Café, energético ou pré-treino: qual é a melhor escolha antes do exercício?





Cada alternativa possui composição diferente e pode provocar efeitos distintos no organismo, especialmente no sistema cardiovascular.





Café, suplementos pré-treino e bebidas energéticas estão entre as opções mais utilizadas antes da prática de exercícios físicos e, apesar do objetivo semelhante, cada alternativa possui composição diferente e pode provocar efeitos distintos no organismo, especialmente no sistema cardiovascular.


A cafeína, principal estimulante presente nesses produtos, está associada à melhora do rendimento físico quando consumida em quantidades adequadas. Segundo a International Society of Sports Nutrition, a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal pode contribuir para melhor desempenho em diferentes tipos de exercício.


Ao mesmo tempo, avaliações da European Food Safety Authority indicam que o consumo de até 400 mg por dia é considerado seguro para adultos saudáveis; acima desse nível, aumentam as chances de efeitos como palpitações, ansiedade e alterações na frequência cardíaca.


O cardiologista do Hospital IGESP, Daniel Terrível, explica que o ponto central está na quantidade de estimulantes ingeridos e na forma como eles se combinam. “Produtos com múltiplos compostos estimulantes podem intensificar os efeitos sobre o coração e a circulação. Por esse motivo, compreender a composição de cada opção ajuda a escolher a alternativa mais adequada para o tipo de treino e para a tolerância individual à cafeína”, comenta.



Café, suplemento ou energético?


O café se destaca pela composição simples, uma vez que contém cafeína natural e poucos outros componentes com efeito estimulante, o que permite maior controle sobre a quantidade ingerida e reduz o risco de associação com substâncias que possam intensificar o impacto cardiovascular.


Por esse motivo, costuma ser suficiente para quem busca apenas mais disposição e foco antes do exercício. Em geral, é indicado para atividades físicas moderadas, como caminhadas, corridas leves ou treinos de academia de intensidade moderada.


Já os suplementos pré-treino apresentam fórmulas mais complexas. Além de cafeína, frequentemente incluem aminoácidos, compostos relacionados à resistência muscular e substâncias associadas à vasodilatação. Esse tipo de produto costuma ser utilizado por pessoas que realizam treinos mais intensos ou que buscam melhorar o desempenho físico de forma mais específica.


“A presença de múltiplos ingredientes, no entanto, exige atenção à dose total de estimulantes. Por isso, o consumo costuma ser mais comum entre praticantes de musculação com cargas elevadas, treinos de alta intensidade ou rotinas voltadas ao desempenho esportivo”, afirma o cardiologista do Hospital IGESP.


As bebidas energéticas, por sua vez, também utilizam cafeína como principal estimulante, mas geralmente combinam a substância com altos níveis de açúcar e outros compostos estimulantes, combinação que pode provocar aumento mais rápido da frequência cardíaca e da pressão arterial.


Por esse motivo, o consumo antes da atividade física exige cautela, sobretudo em exercícios intensos ou prolongados. Diferentemente do café ou de suplementos formulados especificamente para treino, os energéticos costumam estar mais associados a situações de cansaço ou necessidade de alerta no cotidiano, como longos períodos de trabalho ou estudo, e não necessariamente a uma estratégia de pré-treino.


“Em muitos casos, quantidades moderadas do estimulante já são suficientes para aumentar a disposição e o foco durante o exercício. Avaliar a presença de outros compostos estimulantes e evitar excessos ajuda a reduzir impactos sobre o sistema cardiovascular e contribui para uma prática esportiva mais segura”, finaliza Daniel Terrível.










Do Nipah às infecções comuns: especialista do Hospital IGESP explica como identificar sintomas e acompanhar a saúde a longo prazo

Mesmo sem casos no Brasil, o estudo do vírus reforça a importância de atenção aos primeiros sintomas e à evolução das infecções virais.

O vírus Nipah tem chamado atenção global nos últimos dias por sua gravidade em alguns países da Ásia e pelo potencial de causar surtos localizados. Embora ainda não tenha registros no Brasil, ele serve como exemplo de como algumas doenças virais podem evoluir silenciosamente.

A taxa de letalidade estimada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) varia conforme o surto e as condições de vigilância e tratamento local, mas geralmente fica entre 40% e 75% das pessoas infectadas. Esse cenário reforça a importância de identificar sinais iniciais e acompanhar a evolução de infecções virais, mesmo quando os sintomas parecem leves ou passageiros.

A evolução da infecção pelo vírus Nipah nem sempre é perceptível de imediato, o que torna o monitoramento contínuo fundamental para prevenir complicações e favorecer uma recuperação completa.

A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato direto com animais infectados, especialmente morcegos frugívoros e porcos, ou pelo consumo de alimentos contaminados, como frutas e seivas cruas. Também há registro de transmissão de pessoa para pessoa, sobretudo por meio do contato com secreções corporais.

“A prevenção envolve medidas simples, mas essenciais, como evitar o consumo de alimentos potencialmente contaminados, reforçar práticas de higiene, utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco e adotar protocolos rigorosos de controle de infecção. Atualmente, não há tratamento antiviral específico nem vacina aprovada contra o Nipah, sendo o manejo baseado em cuidados de suporte e no acompanhamento clínico contínuo para tratar complicações à medida que surgem”, explica Julio Onita, infectologista do Hospital IGESP.

“Os primeiros sinais de infecção podem ser sutis e facilmente confundidos com resfriados ou outras viroses comuns, como dengue, influenza ou febre amarela. Sintomas como febre baixa, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar geral podem passar despercebidos, mas indicam que o organismo está reagindo a uma agressão viral. Observar essas manifestações com atenção permite detecção precoce, reduzindo o risco de complicações e evitando que situações mais graves se instalem sem que sejam percebidas”, acrescenta o médico.

Doenças raras e infecções comuns compartilham riscos silenciosos


Estudar vírus como o Nipah reforça que prevenção, atenção aos primeiros sinais e acompanhamento contínuo não são apenas práticas desejáveis, mas essenciais para lidar com doenças emergentes e infecções virais em geral. Esses cuidados contribuem para ampliar a segurança e o bem-estar da população, inclusive em regiões onde o vírus ainda não circula, ao fortalecer uma cultura de vigilância capaz de reduzir riscos e aprimorar a resposta diante de novas ameaças virais.

“Aprender a reconhecer sinais sutis e iniciais e acompanhar a evolução das infecções traz lições valiosas não apenas para doenças raras como o Nipah, mas também para vírus recorrentes como dengue, influenza e febre amarela. Cada organismo reage de maneira única, e sintomas leves podem esconder processos que evoluem silenciosamente”, afirma o especialista do Hospital IGESP.

“A observação cuidadosa e a vigilância contínua tornam-se, assim, ferramentas fundamentais para identificar alterações de saúde antes que se tornem problemas graves, permitindo intervenções mais precisas e eficazes”, finaliza.
Canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras: especialista do Hospital IGESP explica por que comer melhor e se exercitar ainda é essencial para manter o peso

Uso da medicação não substitui mudanças estruturais na alimentação e no estilo de vida; segundo pesquisa, 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar das canetas emagrecedoras.

O avanço das chamadas canetas emagrecedoras colocou os medicamentos injetáveis para perda de peso no centro do debate sobre obesidade e saúde metabólica. Ao atuarem na regulação do apetite e da saciedade, esses fármacos contribuem para a redução da ingestão calórica e para o emagrecimento, mas especialistas alertam que o uso da medicação, por si só, não substitui mudanças na alimentação e no estilo de vida.

Segundo a pesquisa Ipsos Health Service Report 2025, 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Paralelamente, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 32,25% das notificações de eventos adversos relacionados à semaglutida no Brasil estão associadas ao uso fora das indicações aprovadas em bula, proporção cerca de três vezes maior do que a observada na base global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O cenário reforça a necessidade de uso responsável e acompanhamento médico adequado. As canetas emagrecedoras reduzem a ingestão alimentar porque atuam em vias hormonais ligadas à saciedade e ao esvaziamento gástrico, com sinalização ao sistema nervoso central que o organismo está satisfeito, retardando a digestão, prolongando a sensação de plenitude após as refeições”, explica Andrea Bottoni, nutrólogo do Hospital IGESP. “Com isso, o indivíduo tende a comer menos e a se sentir saciado com porções menores, facilitando a redução do consumo calórico diário.”

Alimentação e exercício como base do tratamento


Apesar dos benefícios, a redução do apetite não garante, por si só, uma alimentação equilibrada. Sem orientação nutricional adequada, é possível diminuir calorias sem assegurar a ingestão correta de nutrientes essenciais, e esse desequilíbrio pode favorecer a perda de massa muscular, reduzir o gasto energético basal e dificultar a manutenção do peso no longo prazo.

“Durante o tratamento, a recomendação é priorizar proteínas magras, como frango, peixe, ovos, carnes magras e verduras, legumes e frutas ricos em fibras, carboidratos complexos (arroz integral, aveia, batata-doce), além de fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes”, acrescenta o especialista.

A prática regular de atividade física é outro pilar indispensável, uma vez que o exercício contribui para a preservação e o ganho de massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina, aumenta o gasto energético total e ajuda a evitar a desaceleração metabólica associada à perda de peso. Além disso, não se pode descartar os benefícios cardiovasculares, metabólicos e impacto positivo no bem-estar psicológico.

“Dessa forma, as canetas emagrecedoras devem ser encaradas como uma ferramenta complementar, inserida em uma abordagem integrada que inclui reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais. A combinação dessas estratégias é fundamental para resultados sustentáveis e para a promoção da saúde de forma ampla, indo além da simples perda de peso”, finaliza o nutrólogo do Hospital IGESP.

MPOX: Especialista explica quais os cuidados e como se prevenir

No início do mês de março, o Ministério da Saúde confirmou na região metropolitana de São Paulo o primeiro caso de Mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b, em uma paciente de 29 anos, que teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica. A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, continua monitorada pelas autoridades de saúde no Brasil.

A doença, causada pelo vírus Monkeypox, pertence à mesma família do vírus da varíola humana, mas geralmente apresenta sintomas mais leves. A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados, como roupas e roupas de cama. O período de incubação varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias.

“Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, inchaço nos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem se espalhar pelo corpo. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com feridas, fluidos corporais ou objetos contaminados, além da exposição prolongada com secreções respiratórias”, alerta Julio Onita, Infectologista e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP.

Cuidados com a doença


Para evitar a transmissão da Mpox, é essencial adotar medidas simples do dia a dia. O contato direto com pessoas infectadas deve ser evitado, especialmente com suas lesões na pele, saliva e fluidos corporais. Como o vírus também pode estar presente em objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, é importante não compartilhar esses itens. Além disso, manter uma boa higiene pessoal, lavando as mãos com frequência com água e sabão ou utilizando álcool em gel, ajuda a reduzir o risco de contágio. Em locais onde há surtos da doença, o uso de máscaras pode ser uma medida preventiva adicional, principalmente para aqueles que convivem com casos suspeitos ou confirmados.

“O tratamento da Mpox é focado no alívio dos sintomas, já que, na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve e se resolve espontaneamente em algumas semanas. Durante esse período, é essencial manter o corpo hidratado, descansar e, se necessário, usar remédios para controlar a febre e a dor, sempre sob orientação médica. Outro cuidado importante é com as lesões na pele, que devem ser mantidas limpas e protegidas para evitar infecções secundárias”, ressalta o médico.

Nos casos mais graves, que geralmente afetam pessoas com imunidade comprometida, pode ser necessária uma abordagem mais específica, incluindo o uso de antivirais, como o Tecovirimat. No entanto, esse tratamento só é recomendado em situações de maior risco e precisa ser acompanhado por um profissional de saúde. Por isso, ao notar os primeiros sintomas da Mpox, a recomendação é buscar atendimento médico para uma avaliação adequada e receber as orientações necessárias para a recuperação.
A Importância do Diagnóstico Precoce para o Câncer de Mama

A Importância do Diagnóstico Precoce para o Câncer de Mama

Se você é mulher, ou tem uma mulher especial na sua vida, atente-se a esses dados sobre o câncer de mama.

Cerca de 18 mil mulheres vão morrer em decorrência do câncer de mama até 2025 de acordo com a projeção do INCA – Instituto Nacional do Câncer, que estima que entre 2023 e 2025, sejam diagnosticados quase 74 mil novos casos de câncer de mama no país. Sendo esse tipo a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil.

Mesmo com esses dados preocupantes, muitas ainda desconhecem as medidas básicas de prevenção e diagnóstico precoce. Hoje cerca de 60% das mulheres acreditam que a principal medida para a detecção precoce do câncer de mama é o autoexame. Por meio dele é possível detectarmos sinais e sintomas importantes para o diagnóstico como por exemplo:

  • Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos;

  • Alterações no bico do peito (mamilo);

  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

  • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.


Fazer frequentemente o autoexame é uma medida muito importante, mas além dele. existem meios diagnósticos mais precisos que complementam esse cuidado, como por exemplo, a mamografia, que é capaz de detectar tumores menores.

Outro dado alarmante é que apesar da doença ter maior incidência em mulheres com idade média de 53 anos, especialistas destacam a tendência do diagnóstico cada vez mais presente em mulheres jovens, entre 30 e 49 anos, representando 30% do total de casos registrados no país.

A grande verdade é que precisamos entender o nosso papel na prevenção e no tratamento da doença, mudando hábitos e abandonando de vez o comportamento perigoso da negação, que faz com que muitas mulheres deixem de realizar exames com medo do resultado.

Chegou a hora de conversar com seu médico e criar um plano de cuidado preventivo, considerando que o envelhecimento, a genética, a reposição hormonal, histórico familiar, menopausa ou gravidez tardias e uso de anticoncepcional oral, além de sedentarismo, obesidade e álcool são fatores de riscos importantíssimos e demandam atenção.

O câncer de mama tem cura e os índices podem chegar a 90% quando a doença é identificada em seu estágio inicial.

Pense nisso, vamos contrariar as estatísticas cuidando da nossa saúde e ajudando a espalhar essa corrente pela vida.

Fontes:
Sociedade Brasileira de Mastologia (SMB)
INCA Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
Estudo Ipec de 2023




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Por que se preocupar com o câncer de intestino?

Por que se preocupar com o câncer de intestino?

câncer de cólon, também conhecido como câncer colorretal, é um importante problema de saúde por vários motivos, e estar ciente de seus riscos e impactos pode ajudar na detecção e tratamentos precoces, potencialmente salvando vidas. Aqui estão as principais razões pelas quais você deve se preocupar com o câncer de cólon:

Trata-se de um dos tipos mais comuns de câncer em homens e mulheres. Por isso, a conscientização e a compreensão dos fatores de risco e sintomas podem levar à detecção precoce, onde o tratamento costuma ser mais bem-sucedido.

Muitas vezes, os sintomas podem não aparecer até que a doença tenha progredido para um estágio avançado, dificultando o tratamento. O rastreamento regular pode ajudar a detectar o tumor precocemente, antes mesmo que os sintomas se desenvolvam. Alteração do hábito intestinal, sangue nas fezes e emagrecimento sem explicação, são sinais de alarme e devem ser relatados ao médico.

Muitos aspectos relacionados ao estilo de vida têm sido associados a um aumento do risco de desenvolver câncer de cólon, incluindo dieta, obesidade, tabagismo, falta de atividade física e o próprio aumento da idade, particularmente após os 50 anos. No entanto, houve um crescimento de casos entre adultos mais jovens, ressaltando a importância de estar atento aos sintomas e fatores de risco, independentemente da idade.

Com exames regulares, como pesquisa de sangue oculto nas fezes, colonoscopia, os pólipos pré-cancerosos podem ser encontrados e removidos antes de se tornarem cancerosos. A doença em estágio inicial, quando diagnosticada, tem grande chance de ser tratada com sucesso, o que confere a importância do rastreamento e da detecção precoce.

O câncer de cólon avançado não tratado pode ser fatal. E, mesmo quando tratado, pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente devido aos efeitos colaterais do tratamento ou da cirurgia.

Dr. Ricardo Viebig
Diretor Técnico no Núcleo de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologica (MoDiNe) do Hospital IGESP




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Foto fundo laranja com mulher passando protetor solar

Dezembro Laranja alerta para a prevenção do câncer de pele

 

Diante das intensas ondas de calor presenciadas em todo o país, é ainda mais importante chamar atenção para os perigos que a exposição solar pode trazer à saúde. As altas temperaturas fazem deste período o cenário ideal para reforçar a conscientização sobre a prevenção ao câncer de pele, dando origem à campanha do “Dezembro Laranja”, que visa informar e incentivar práticas de cuidado.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), um em cada três diagnósticos de câncer estão ligados à pele. E os números são alarmantes: anualmente, o país registra 185 mil novos casos de da doença. O dermatologista do Hospital IGESP, Thiago Zaragoza, destaca a importância de redobrar os cuidados, principalmente com as crescentes ondas de calor.

“A exposição excessiva, especialmente durante a época de calor mais intenso, aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de pele. Por isso, é crucial redobrar os cuidados preventivos, como o uso regular de filtro solar, roupas de proteção, chapéus e óculos de sol, além de evitar os horários de maior radiação solar, entre às 10h e 16h”, orienta.

O câncer de pele, caracterizado pelo crescimento desordenado e anormal de células, apresenta duas formas principais: o melanoma, considerado mais grave devido à alta probabilidade de metástase; e o não melanoma, mais comum e com altas taxas de cura quando detectado precocemente.

Há possibilidades de a patologia surgir devido a mudanças no DNA das células da pele, mas o dermatologista explica que a exposição contínua à radiação solar é a principal causa desse tipo de câncer. “Fatores como histórico familiar e tratamento com radioterapia e imunossupressores também aumentam a suscetibilidade ao desenvolvimento desse tipo de câncer, bem como pessoas de pele clara, sardas e cabelos claros”.

O especialista explica que o câncer de pele tem a menor taxa de mortalidade e apresenta altos percentuais de cura quando detectado precocemente. “Por isso, identificar os sinais da incidência da doença é fundamental para que o tratamento adequado seja feito. Para obter um diagnóstico preciso, é crucial realizar exames clínicos regulares com um dermatologista. Em casos mais graves, a identificação é realizada por meio de biópsia ou remoção completa da lesão, visando evitar complicações cirúrgicas e controlar o tamanho da lesão na pele”, finaliza o dermatologista do Hospital IGESP.

 

Sinais para identificar a incidência da patologia

● Qualquer pinta ou sinal que tenha crescimento, apresente coceira, sangramento frequente ou mude de cor, tamanho, consistência e espessura;

● Lesão rosada, avermelhada de crescimento lento, mas frequente;

● Qualquer ferida que não cicatrize em quatro semanas;

● Mancha de nascença que mude de cor, espessura ou tamanho.

 

Fonte:
gov.br/saude
sbd.org.br
Combate à hipertensão: número de adultos com diagnóstico aumenta no país

Combate à hipertensão: número de adultos com diagnóstico aumenta no país

A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma doença crônica detectada quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A condição é um dos principais fatores de risco de longo prazo para a ocorrência de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma arterial e insuficiência renal. No ano passado, o Ministério da Saúde publicou relatório que aponta que o número de adultos com diagnóstico médico de hipertensão aumentou 3,7 pontos percentuais em 15 anos no Brasil, com índices que passaram de 22,6% em 2006 a 26,3% em 2021.


O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é lembrado em 26 de abril e alerta para os cuidados com esse mal silencioso. De acordo com o médico Irapuan Magalhães Penteado, coordenador do serviço de cardiologia do Hospital IGESP, o controle da pressão arterial é importante, já que os sintomas tendem a aparecer de maneira perceptiva ao paciente apenas quando a pressão já está bastante elevada ou quando há alterações estruturais de órgãos, apresentando riscos ao paciente.


Podem ocorrer dores de cabeça, tonturas, dores no peito, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal, explica, que muitas vezes não são valorizados pelos pacientes. “Aferir a pressão regularmente é a única maneira de diagnóstico, então o recomendado é que pessoas acima de 20 anos o façam ao menos uma vez por ano e, quando houver casos na família, no mínimo duas vezes por ano. Esse problema é herdado dos pais em 90% dos casos”, informa.


Além do fator hereditário, os hábitos de vida influenciam diretamente nos níveis de pressão arterial. “Hoje o estilo de vida da maior parte da população contribui para os riscos de desenvolver hipertensão. É preciso evitar uma dieta rica em sal, o consumo de cigarro e buscar a prática regular de atividade física, além de controlar os níveis de estresse e ansiedade, que estão entre as causas mais relevantes para o aparecimento da doença”, acrescenta o cardiologista Irapuan Magalhães Penteado.



Ranking dos estados


De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, de 2010 a 2020, foram registradas 551.262 mortes por doenças hipertensivas, sendo 292.339 mulheres e 258.871 homens. Entre os estados com maior taxa de mortalidade, em 2020, estavam: Piauí (45,7 óbitos por 100 mil habitantes), Rio de Janeiro (44,6 óbitos por 100 mil habitantes) e Alagoas (38,8 óbitos por 100 mil habitantes).







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