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Parkinson: O que é, quais seus sintomas e tratamentos?

A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica que afeta diretamente os movimentos do indivíduo, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Apesar dos avanços científicos, o Parkinson continua incurável, é progressiva (apresenta variações em cada paciente) e sua causa é desconhecida. Não existem evidências de que ela seja hereditária. Além disso, o parkinsoniano não tem a capacidade cognitiva e de memória afetadas. A doença também não é considerada fatal ou contagiosa.

Qualquer pessoa, independente de gênero ou raça, pode ser acometido pela Doença de Parkinson, porém, a prevalência – conforme dados da Associação Parkinson Brasil – é em pessoas idosas. A entidade afirma que 1% das pessoas com mais de 65 anos sofrem com esse mal. Geralmente, os primeiros sintomas surgem a partir dos 50 anos de idade. Embora os casos sejam mais raros, também pode acontecer com pessoas mais jovens.

Entendendo a doença

A Doença de Parkinson ocorre devido à degeneração das células de uma determinada região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem a dopamina, que é uma substância responsável por levar informações para várias partes do corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta diretamente os movimentos do indivíduo.

Apesar de atingir os movimentos, a progressão do Parkinson no corpo é muito variável e desigual entre os pacientes. Para alguns, pode parecer que a doença está estabilizada, devido a evolução muito lenta. Em geral, a lentidão causada pela enfermidade influencia a qualidade de vida do indivíduo. Em contraste com outras enfermidades, a Doença de Parkinson possui um curso vagaroso, regular e sem rápidas ou dramáticas mudanças.

Devido a esse lento desenvolvimento, o diagnóstico é feito por exclusão. Os médicos recomendam exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética e análise do líquido espinhal para terem a certeza de que o paciente não possui outra doença no cérebro. O diagnóstico da doença também baseia-se no histórico clínico da pessoa e nos exames neurológicos. Não há nenhum teste ou exame específico para realizar o diagnóstico do Parkinson.

Sintomas e tratamentos

Segundo a medicina, indivíduos que são acometidos por essa enfermidade apresentam aumentam gradual dos tremores no corpo, maior lentidão de movimentos, começam a arrastar os pés ao caminhar e deixar a postura inclinada para frente.

Sobre os tremores, o mais recorrente afeta os dedos ou as mãos, também atinge a região da mandíbula, queixo, cabeça e/ou pés. Pode ocorrer em um ou nos dois lados do corpo, com intensidades diferentes. Os tremores se tornam mais intensos quando a pessoa está em uma situação de estresse.

Outros sintomas podem estar associados ao início da doença. São eles: rigidez muscular, perda da automação dos movimentos, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono.

É importante lembrar e compreender que atualmente não existe cura para a doença. Porém, ela possui tratamento, que é utilizado não apenas para combater os sintomas, mas também, para retardar o seu progresso. O grande obstáculo para a cura da Doença de Parkinson está na própria genética humana. No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam.

Os caminhos que a medicina apresenta para combater a Doença de Parkinson são os remédios e cirurgias, além da fisioterapia e a terapia ocupacional. Elas combatem diretamente os sintomas. O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson, porém, quando a fala se torna comprometida, a fonoaudiologia também é muito importante para auxiliar no tratamento do paciente.

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