Menopausa e sexualidade na terceira idade

A menopausa é uma fase vivenciada por grande parte das mulheres a partir dos 45 anos de idade, em média, e, mesmo com todos os avanços da medicina voltados para amenizar tanto seus sintomas típicos, quanto o aumento da expectativa de vida de maneira geral, muitas mulheres ainda temem sua chegada, seja pelo desconforto causado pela queda hormonal, ou pelo tabu que ainda envolve o sexo na terceira idade. Mas para que todos esses pontos sejam superados e a sexualidade seja vista como deve ser, principalmente sob o olhar da saúde e qualidade de vida, é preciso entender os fatores envolvidos e os pontos que merecem atenção. 

Ao entrar na menopausa, os principais sintomas observados nas mulheres são a cessação total da menstruação e da função ovariana, perda da libido, sudorese noturna e presença dos “fogachos” – palpitações, sensação de mal-estar, sensação de onda de calor e ardência na face. Isso acontece em função da diminuição da produção de hormônios femininos, que podem ocasionar mudanças no desejo sexual e na maneira de enxergar a própria sexualidade. A menopausa é o período de mais de um ano sem menstruar, mas os sintomas incômodos podem surgir mesmo antes, período chamado de climatério, quando já há diminuição hormonal, mas a menstruação ainda ocorre de forma mais escassa e irregular. 

A falta de lubrificação é um dos fatores mais relevantes, mas que pode ser resolvida a partir de uma abordagem e estimulação diferente do parceiro, o uso de estrógenos tópicos vaginais, ou ainda, muito comum na maioria dos casos, a partir da reposição hormonal. Embora algumas mulheres não se sintam bem com a reposição, hoje ela pode ser feita de diversas formas. O ideal é chegar, com a ajuda de seu ginecologista, à alternativa ideal, de forma personalizada. 

O fato é que a sexualidade deve ser trabalhada em todas as fases da vida e, com a maturidade, a qualidade tende a melhorar, dependendo, é claro, de como o tema foi tratado ao longo de sua vida. Conhecer o próprio corpo traz autoconfiança e uma vida sexual ativa interfere diretamente na saúde emocional, além de ativar a imunidade e trazer benefícios para a saúde física e o bem-estar. 

Para tanto, outras questões não podem ser negligenciadas. Além dos cuidados básicos com a saúde em geral, como alimentação saudável, uma rotina de exercícios e o controle de doenças crônicas, o sexo na terceira idade envolve as mesmas questões da juventude quando falamos de doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com os dados do Boletim Epidemológico HIV/Aids de 2018, do Ministério da Saúde, o número de casos de HIV entre pessoas acima dos 60 anos aumentou 81% entre 2006 e 2017, sendo que as taxas aumentaram tanto para homens quanto para mulheres. Portanto, para desfrutar dos benefícios que o período pode trazer, a prevenção é ainda o melhor caminho.  

*Por Dra. Karine Armond Bittencourt de Castro é médica geriatra do Trasmontano Saúde.

Febre do Mayaro: Novo vírus transmitido pelo Aedes Aegypti

A Febre do Mayaro é uma doença infecciosa causada pelo vírus MAYV, transmitido inicialmente pelo mosquito silvestre Haemagogus. O primeiro caso foi identificado nos anos 50, em Trinidad, no Caribe, e pouco tempo depois já acometia algumas pessoas na região norte do Brasil. Porém, recentemente, com o aparecimento de diversos casos em outras regiões e estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, levantou-se um alerta sobre o risco de epidemia, principalmente por haver indícios de que ele possa ser transmitido pelo Aedes Aegypti também, uma vez que o mosquito já é o vetor urbano de outras arboviroses – vírus transmitidos por artrópodes, ou seja, insetos e aracnídeos - como a Dengue, o Zika Vírus e a Febre Chikungunya.

De acordo com relatos médicos, após a observação de alguns pacientes, é possível que o Mayaro esteja há mais tempo em circulação, sendo seu quadro clínico muito semelhante ao da Chikungunya e ambos os vírus pertencem à família Togavirus e ao gênero Alfavirus, diferenciando-se apenas pela espécie. O vírus Mayaro apresenta ainda duas variações: subtipo D, presente no Brasil, Trinidad, Guiana Francesa, Suriname e Peru; e subtipo L, presente no norte do Brasil.

Devido à similaridade de sintomas com as outras doenças, como Dengue, Febre Amarela e, principalmente, Chikungunya, a única forma de diagnosticar a Febre do Mayaro é por meio de exames laboratoriais. Os principais sintomas apresentados são: febre alta de início imediato e inespecífica, dores intensas e nas articulações, que podem persistir por meses, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo, intolerância à luz e náuseas.

Quanto ao ciclo de transmissão, a Febre do Mayaro apresenta uma evolução muito parecida com a Febre Amarela. Um mosquito com o vírus infecta um macaco ou humano, que uma vez infectado torna-se hospedeiro e pode contribuir para a disseminação da doença, caso outro mosquito o pique. Vale lembrar que somente a fêmea do mosquito faz parte desse processo, pois o macho alimenta-se de néctar e seiva de plantas.

Assim como as outras viroses transmitidas pelo Aedes Aegypti, até o momento não há tratamento, então recomenda-se apenas repouso, hidratação e ingestão de alimentos saudáveis. Qualquer medicamento para alívio dos sintomas deve ser indicado pelo médico que diagnosticar a doença, mas em todos os casos as aspirinas são drogas contraindicadas. A prevenção da picada de mosquitos infectados continua sendo o melhor remédio. Ao transitar por áreas silvestres, proteja-se. O uso constante de repelentes – Icaridina, DEET e IR 3535, recomendados pela Organização Mundial da Saúde - e roupas compridas são também fatores de proteção, pois o ideal é reduzir ao máximo a exposição do corpo.

A grande pergunta que fica é: Como um mosquito pode transmitir tantas doenças? O Aedes Aegypti é um inseto adaptável e muito próximo do ser humano. Para se ter uma ideia, ele surgiu na África e chegou aqui na época da colonização. Com o passar do tempo adaptou-se ao ambiente urbano, pois há muitos locais para se proliferar. Além disso, é um mosquito flexível em termos de nutrição, visto que se alimenta a qualquer hora e não apenas no período noturno como outras espécies. Ele é resistente e oportunista, portanto, é muito difícil erradicá-lo. Com isso, os vírus sofrem mutações e adaptam-se ao Aedes também.

É importante lembrar que embora seja praticamente impossível acabar com o mosquito, a consciência de cada um pode ajudar a aumentar o controle sobre os focos de disseminação da espécie, com medidas simples como não deixar vasos ou outros recipientes com água acumulada, fazer a limpeza constante de terrenos e caixas d’água, armazenar pneus e garrafas em locais protegidos da chuva, entre outros.

*Por Dr. Marcos Antônio Cyrillo, é diretor clínico e infectologista do Hospital IGESP

Sarampo: Mitos sobre a vacinação reativam doença extinta

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, muito grave e altamente contagiosa. Considerada comum por muitas pessoas, embora não seja, apresenta sintomas como febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal, e ainda, alguns casos podem evoluir para infecções respiratórias e neurológicas. Erradicada no Brasil em 2016, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o registro de casos da doença voltaram a alarmar a comunidade médica.

Ainda não se sabe ao certo como a doença retornou ao país, mas alguns indícios apontam o caminho utilizado pelo vírus para voltar a vitimar a população. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento súbito de casos registrados em Roraima e Amazonas, por exemplo, deram-se em função da crise venezuelana e a migração compulsória para os estados de fronteira. Mediante a situação precária da Venezuela, com um sistema de saúde sem recursos, a falta de vacinas oferecidas pelo governo propiciou o surto de sarampo, que veio na bagagem dos refugiados.

Este fato levanta o alerta para um outro caminho, uma vez que casos de sarampo foram também registrados, ainda que em menor número, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em função de alguns mitos sobre vacinação difundidos, principalmente nas redes sociais, alguns pais e responsáveis deixaram de vacinar seus filhos, alegando malefícios causados pelas vacinas e principalmente porque as doenças, entre elas o sarampo, estavam erradicadas. Contudo, o que não se deram conta é que as doenças estavam banidas ou pelo menos controladas, justamente pelo amplo programa de vacinação desenvolvido pelo Governo Federal e complementado, em alguns casos, pela rede privada. Em virtude do alto poder de contágio, os casos de sarampo voltaram a aparecer, já que a vacinação é o único meio eficaz de evitar a doença.

Entre os mitos difundidos sobre a vacinação estão o desenvolvimento de autismo e a presença de substâncias perigosas nas fórmulas, ambos refutados por estudos profundos sobre o assunto. A polêmica do autismo aconteceu em função de um artigo publicado pelo cirurgião britânico Andrew Wakefield, onde o mesmo argumentava que a aplicação da vacina tríplice viral estava relacionada ao aumento de casos de autismo. Mesmo desmitificada, a tese ainda circula entre as falsas notícias.

Quanto a presença de substâncias perigosas nas fórmulas, o que tem assustado alguns pais é o uso de formaldeídos, mercúrio e alumínio na produção das vacinas. Porém, as quantidades são baixas e incapazes de prejudicar a saúde. Outra preocupação muito comum é de que as vacinas funcionem como meios de inocular vírus e bactérias causadores de doenças. E mais uma vez a suposição cai por terra, pois a indústria farmacêutica usa versões modificadas dos microrganismos para que, na verdade, o organismo esteja preparado para reagir quando em contato com o agente patogênico.

Em todos os casos, a informação é a melhor forma de caminharmos para a prevenção. As vacinas estão cada vez mais evoluídas, embora a eficácia não atinja o percentual máximo, é possível chegar muito próximo, entre em 90 e 95% de imunização. As pesquisas para aperfeiçoamento das fórmulas estão cada vez mais avançadas, inclusive para reduzir as reações que podem ocorrer, como febre e dor no local em que foi injetada a vacina.

Deve-se avaliar, ainda, que essas reações são mínimas quando comparadas com as doenças de fato. Além dos sintomas muito mais graves, o sarampo pode gerar complicações e consequentemente sequelas como a diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte.

*Por Dr. Marcos Antônio Cyrillo, é diretor clínico e infectologista do Hospital IGESP

Sono é essencial para ter um organismo saudável e em perfeito funcionamento

De acordo com uma pesquisa global sobre o sono divulgada pela Royal Philips, líder global em tecnologia de saúde, em março de 2019, cerca de 69% dos adultos no Brasil acreditam que o sono tem um impacto importante na saúde e no bem-estar. Além disso, a pesquisa informou que 36% dos brasileiros têm insônia recorrente e 52% dos entrevistados reportaram que dormem mais durante os fins de semana para repor o sono perdido.

Além de renovar as energias do corpo, o sono também traz outros benefícios para o organismo. Ele é um belo aliado no combate à depressão e redução do estresse, já que durante o período de descanso o corpo diminui a produção de cortisol e adrenalina. Também ajuda a regular os hormônios que controlam o apetite, ou seja, quando um indivíduo não tem um boa noite de sono, estes hormônios tendem a ficar desregulados aumentando assim o desejo por alimentos que são ricos em calorias e gorduras.

Outro fator fundamental em que uma noite bem dormida pode ajudar é com relação a diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, já que dormir pouco descontrola a produção de hormônios e aumenta as chances de se ter colesterol alto, o que pode acarretar em derrames cerebrais e também problemas cardiovasculares. O sono é responsável pela melhora do humor, fortalece e ativa a memória, estimulando o raciocínio, além de rejuvenescer a pele, já que no período da noite, as células se renovam e há a produção de melatonina, que atua na prevenção do envelhecimento.

Mas, será que é possível repor as horas de sono perdidas? De acordo com um estudo realizado na Pensilvânia e publicado no American Physiological Society, o hábito de dormir muitas horas para recuperar o sono perdido não traz benefícios para o organismo. O tempo de sono varia muito e vai de acordo com a idade. Por exemplo, para os recém-nascidos, é recomendado de 12 a 18 horas de sono por dia; para o os bebês de quatro a 11 meses, o ideal é de 12 a 15 horas; e conforme a idade aumenta, a necessidade de sono diminui. Crianças de um a cinco anos tem a necessidade de dormir de 10 a 14 horas; o tempo para os de seis a 13 anos cai para nove a 11 horas; os adolescentes dos 14 aos 17 precisam de oito a nove horas de sono por noite; para adultos entre 18 e 64 anos, a recomendação é de oito a nove horas e acima de 64, o ideal passa a ser de sete a oitos horas de descanso por noite.

A falta de sono pode acarretar em distúrbios como a já conhecida insônia; apneia obstrutiva, onde há a obstrução das vias aéreas que leva a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos; síndrome das pernas inquietas; ronco; sonolência excessiva ao longo do dia; bruxismo, que é o ato inconsciente de ranger ou apertar os dentes; narcolepsia, que é caracterizado pelo sono incontrolável no qual o indivíduo dorme a qualquer momento e em qualquer lugar; paralisia do sono, que faz com que a pessoa não se mova ou fale logo após acordar; e até sonambulismo.

Para obter todos os benefícios do sono, é preciso manter uma rotina de dormir e acordar no mesmo horário, apostar em refeições leves antes de dormir, praticar exercícios físicos, evitar tomar bebidas que contenham cafeína depois das 17 horas, desligar qualquer aparelho eletrônico, manter um ambiente confortável e agradável, de preferência com todas as luzes apagadas. Durma bem, para ficar bem!

*Por Dr. Paulo Takeshi Nakano, é neurologista e clínico geral, responsável pelo setor de Neurologia do Hospital IGESP.

Gripe ou Resfriado?

Gripes e resfriados são doenças muito comuns do outono/inverno e apresentam sintomas bastante semelhantes, por isso as pessoas acham que são sinônimos, mas não são.



Conheça as diferenças de cada uma delas e previna-se para curtir as estações com mais conforto e tranquilidade:

- Gripe: é uma infecção mais forte, de início súbito, causada pelo vírus Influenza, dura mais tempo e costuma ter maior taxa de complicações. Os sintomas são: calafrios, febre, tosse, dor de garganta, mal-estar corporal e dores musculares.

- Resfriado: possui início gradual e recuperação mais rápida, raramente causa complicações e é causado por outros vírus. Os sintomas são mais centralizados no nariz e garganta como coriza, tosse e congestão nasal.

Como preveni-las? Evite ficar em ambientes com pouca circulação de ar e muita gente, mantenha a carteira de vacina atualizada e cuide da alimentação e higiene. Sua saúde vem sempre em primeiro lugar.

Dengue: aumento de 264% de casos nas 11 primeiras semanas de 2019

De acordo com um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, houve um aumento, nas 11 primeiras semanas de 2019, de 264% de casos de dengue no Brasil, o equivalente a 229.064 ocorrências, se comparado ao mesmo período em 2018, que contou com cerca de 62.900 infectados.

O contagio é feito pela picada do mosquito adulto Aedes Aegypti, conhecido também por transmitir a zika, a chikungunya e a febre amarela. A melhor maneira de acabar com a doença é exterminar o local dos criadouros. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% deles são encontrados nos quintais ou dentro das casas. O que muita gente não sabe é que a larva do mosquito pode se desenvolver em água limpa ou suja, basta estar parada.

Fique atento ao menor sinal dos seguintes sintomas: dores musculares, atrás dos olhos, costas, abdômen, ossos, dor forte das articulações, febre alta, fadiga, perda de apetite, tremor, suor, além de dores de cabeça, manchas avermelhadas e náuseas. Para indivíduos que são infectados pela segunda vez, a doença pode se tornar mais grave, apresentando hemorragia intensa, que pode ser fatal. Portanto, nunca tome remédio por conta própria. Procure sempre um médico que deverá realizar o diagnóstico, que normalmente requer exames de imagem e laboratoriais. O tratamento para a dengue é realizado com analgésicos específicos e em casos mais graves é necessária internação hospitalar.

Além disso, existem inúmeras informações sobre o mosquito e o que precisamos ressaltar é que:

* Os ovos sobrevivem por até um ano, onde foram depositados, mesmos sem contato com a água;

* A fêmea do mosquito consegue botar de 150 a 200 ovos de uma só vez;

* Apenas a fêmea é que transmite a dengue;

* O horário de maior atividade do mosquito é no começo da manhã e fim da tarde;

* A incidência de picadas é no período do verão, porém deve-se ter cuidado o ano todo, já que o mosquito gosta de qualquer lugar quente e húmido.

Já existem no mercado alguns repelentes com substâncias como DEET, icaridina e picaridina que são eficazes contra a picada do mosquito. Mas, somente os cuidados com o ambiente podem diminuir e até acabar com a doença. Por isso, algumas medidas devem ser tomadas, como manter tampado qualquer tipo de recipiente que possa acumular água, remover galhos e folhas que possam formar poças d´água, encher com areia os pratinhos dos vasos de flores e plantas, manter sempre garrafas, latas e baldes com a boca para baixo, armazenar pneus longe da chuva, entre outros.

Tire suas dúvidas e veja dicas de como se prevenir contra o mosquito da dengue.
Em entrevista ao programa Domingão do Faustão, o Dr. Marco Antônio Cyrillo, médico infectologista do Hospital IGESP, fala sobre a doença clique aqui e assista!

 

Entenda por que o coentro é um caso de amor e ódio  

O coentro é uma planta muito utilizada, principalmente, na forma de tempero, sempre presente na culinária indiana, árabe e até no Brasil pelas regiões Norte e Nordeste. No entanto, ela é uma planta que causa muita polêmica, já que há quem ame e quem odeie sua presença nos pratos.  

Mas será que existe uma explicação científica para tanto amor e ódio de uma simples plantinhaSim. Um dos principais componentes do coentro é uma substância química chamada E-(2)-decenal, que consta também na secreção de defesa de alguns insetos. E como os seres humanos tem um gene chamado OR6A2, que permite sentir esse cheiro, podemos dizer que o coentro, para algumas pessoas, tenha sim cheiro e gosto de insetos.  

Mas, para os amantes da planta, o coentro pode trazer uma série de benefícios para a saúde como: rico em polifenóisfitoquímicos e carotenoides; ajuda no controle do açúcar no sangue; tem efeito anti-hiperglicemia por estimular a secreção de insulina; reduz o colesterol e triglicérides; tem efeito diurético; funciona como um detox do organismo; auxilia na remoção do mercúrio ingerido por água contaminada; tem função bactericida contra a salmonela e ação antifúngica. 

O coentro é utilizado também como erva medicinal, ajudando a prevenir algumas doenças, reduzindo os níveis de progesterona para melhorar a fertilidade. A planta é muito consumida em receitas de remédios caseiros para resfriados, febres, náuseas, vômitos, problemas de gastrites, antiparasitas, dores reumáticas e nas juntas.   

Rico em vitamina A, B1, B2, B3 e C, ele ainda conta com ácido fólico, que é um forte aliado do cérebro, faz bem ao coração, pele, unhas e cabelos, previne o câncer e melhora a imunidade. Suas folhas possuem uma concentração maior de vitaminas do que as sementes. A melhor forma de aproveitar suas propriedades, é incluí-lo na culinária em geral. Porém, pode ser usado na forma de extratos vegetais e óleos, a partir do processamento das sementes e folhas.  

O coentro é uma erva que traz muitos benefícios para a saúde, mas o ideal é não exagerar na quantidade quando sua utilização for como tempero, já que não agrada a todos os paladaresComece a utilizá-lo como ingrediente e vá introduzindo aos poucos na preparação das comidas do dia a dia. Quem sabe seu conceito sobre ele possa mudar? Fica a dica! 

*Por Dr. Alexandre Giffonié médico nutrólogo do Hospital IGESP 

Assista a entrevista completa sobre o tema, acesse https://bit.ly/2IQLitZ

 

Jovens são mais suscetíveis aos efeitos do álcool

Jovens são mais suscetíveis aos efeitos do álcool, principalmente no período do Carnaval

*Por Dr. Dante Senra


De acordo com relatório de 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de três milhões de pessoas em todo mundo morrem anualmente por conta do álcool, o que equivale a 5,3% no total. Para os jovens entre 20 e 29 anos, a taxa é de 13,5%. Dos três milhões, 28% estão relacionados a acidentes de trânsito, violência e suicídio; 21% a distúrbios digestivos; e 19% a doenças cardiovasculares.

E com aproximação do Carnaval, os cuidados devem ser redobrados, principalmente para os mais jovens, que acabam abusando das bebidas alcoólicas e estão mais suscetíveis aos efeitos do álcool no organismo, uma vez que o sistema nervoso deles não está completamente formado e muito menos o fígado, que tem dificuldade em metabolizar uma grande quantidade de álcool.

Os principais efeitos nocivos no organismo são o aumento da frequência cardíaca, o que pode resultar em uma arritmia forte, agitação descontrolada, irritabilidade, perda de memória, insônia entre outros. A junção desses fatores é praticamente uma bomba relógio no organismo dos adolescentes, que ainda pode causar dependência ao álcool.

Não existe uma receita milagrosa para acabar com os efeitos do álcool. Banho frio, movimentar-se com mais frequência, café forte ou ingerir bebidas com menor teor alcoólico. Nada disso é capaz de reduzir os efeitos. A única dica que é importante e realmente efetiva é o consumo de muita água nesse período. Além de hidratar o corpo, a água é a única capaz de diminuir os efeitos desagradáveis da ressaca. Existem alguns estudos que comprovam que quem ingere muita água, acaba bebendo menos bebida alcoólica.

É possível aproveitar o Carnaval de forma responsável, desde de que tudo seja feito com moderação. Preserve a sua saúde e principalmente a sua vida. Bom Carnaval!

Quer saber mais, assista a matéria completa ao programa Domingão do Faustão do Dr. Dante.

 

*Dr. Dante Senra, coordenador do serviço de Clínica Médica e Medicina Intensiva do Hospital IGESP.

Exagerar nas ceias de fim de ano pode causar refluxo

Celebrações de fim de ano costumam ser regadas a muita comida e bebida. Algumas ceias são mais simples e outras mais elaboradas, mas, no geral, a maioria é preparada com um teor elevado de gordura, especiarias e bebidas alcoólicas, o que pode prejudicar a digestão, alterar a normalidade da função digestiva e trazer desconforto. O consumo excessivo destes alimentos pode provocar também um distúrbio muito comum, chamado de refluxo gastroesofágico. 

Para digerir os alimentos necessitamos do ácido clorídrico. Porém, quando ocorre refluxo gastroesofágico, este ácido volta para o esôfago e irrita a mucosa que não está preparada para o seu contato, podendo causar dor e inflamação. Isso acontece na maioria das vezes pela falha de uma válvula muscular chamada esfíncter que deveria impedir que o conteúdo gástrico voltasse. Os principais sintomas são dores na parte superior do abdômen ou no peito, queimação, azia, rouquidão, dificuldade para engolir, sensação de ter a comida entalada, tosse seca, mau hálito, entre outros. O tratamento normalmente envolve: 

  • Dieta alimentar – é necessário evitar alimentos que contenham uma acidez elevada ou de apresentação espessa como molhos, cremes ou doces. Condimentos, bebida alcoólica, pimentas, refrigerantes, café em excesso, chocolates, chás do tipo preto, gorduras, frituras, estão entre os principais provocadores de refluxo.  



  • Mudar o estilo de vida – a obesidade é um dos agravantes do refluxo, assim como o hábito de fumar e comer de forma excessiva. O ideal é fazer pequenas refeições durante o dia e a última acontecer duas horas antes de dormir. Mastigar bem, de forma tranquila, ajuda a digestão.  



  • Medicação – em alguns casos, é necessário a intervenção de medicamentos que reduzem a acidez estomacal e melhoram a inflamação causada pelo suco gástrico e devem ser tomados até que os fatores alimentares e pessoais estejam controlados. A orientação de um gastroenterologista é primordial para prescrição adequada, pois a doença tem caráter crônico e ao longo do tempo restringe a qualidade de vida. 


Portanto, coma e beba com moderação durante o período festivo. Tente levar uma vida saudável com a prática de exercícios físicos e uma alimentação regrada no restante do ano. Ao menor sinal dos sintomas, procure um especialista para avaliar a melhor forma de tratamento. Quem tem a ganhar é você e a sua saúde! 

 

Por Dr. Ricardo Guilherme Viebigé médico gastroenterologista do Hospital IGESP. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e Presidente da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia. 

 

Dr. Dante Senra, fala sobre alimentação saudável no programa Domingão do Faustão



 

No último domingo (17/12), o apresentador Fausto Silva chamou a atenção dos telespectadores no programa "Domingão do Faustão" para a importância de uma alimentação saudável. E convidou o Dr. Dante Senra, coordenador do serviço de Clínica Médica e Terapia Intensiva, para falar sobre o assunto.

 

 




Assista o trecho do programa: