O que você precisa saber sobre Angina e Ataque Cardíaco

O que você precisa saber sobre Angina e Ataque Cardíaco

Angina e ataque cardíaco são duas condições de saúde relacionadas ao coração, mas diferem em seus sintomas, causas e gravidade.


A angina é uma dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo no coração. Ela pode ser classificada em angina estável - ocorre somente quando o paciente passa por algum estresse, seja esse físico ou emocional e melhora com repouso, suspensão do estresse ou utilização de medicamentos e instável- ocorre independente de qualquer estímulo, e/ou paciente mantem os mesmos sintomas mesmo se forem utilizadas medicações ou for mantido em repouso, ou seja, muito mais grave do que a angina estável e uma indicação de iminência de infarto (ataque cardíaco). Os sintomas de ambas as anginas incluem uma sensação de pressão ou aperto no peito, que pode se espalhar para o braço esquerdo, ombros, mandíbula, pescoço e costas.


O infarto agudo do miocárdio, conhecido mais popularmente como ataque cardíaco é uma condição mais grave e potencialmente fatal, em que o paciente tem uma diminuição de fluxo sanguíneo tão importante que as células musculares cardíacas morrem por hipoxia (falta de oxigenação trazida pelo sangue).  Sem o fluxo sanguíneo adequado, uma parte do músculo cardíaco pode morrer e causar danos permanentes. Os sintomas incluem dor no peito que pode se espalhar para o braço esquerdo, ombros, mandíbula, pescoço e costas, bem como sudorese, náusea, falta de ar e tontura.


Apesar dos sinais serem semelhantes, do infarto e de anginas, o que as difere é que as anginas causam a diminuição do fluxo sanguíneo e/ou uma obstrução parcial das artérias não resultando ainda em morte celular por hipoxia. Já no ataque cardíaco houve uma diminuição de fluxo sanguíneo mais importante, causando a morte celular.


Algumas medidas preventivas para doenças cardíacas incluem:




  • Ter uma dieta equilibrada rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis;

  • Manter um peso saudável;

  • Praticar exercícios regulares, principalmente aeróbicos como corrida, esteira, bicicleta.

  • Evitar e/ou suspender o tabagismo;

  • Encontrar maneiras de gerenciar o estresse crônico, como a prática de meditação, ioga ou terapia, pois ele pode aumentar o risco de doenças cardíacas;

  • Monitorar a pressão arterial, colesterol e diabetes, pois todos alteram o fluxo e a conformação dos vasos sanguíneos;

  • Limitar o consumo de álcool.


Em casos mais graves, procedimentos médicos, como angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio, podem ser necessários.


Após o tratamento inicial, para ambas as condições, é primordial a continuidade dos medicamentos prescritos, mudanças no estilo de vida e terapia de reabilitação cardíaca para ajudar a melhorar a saúde do coração e prevenir futuros problemas cardíacos. Além disso, é importante seguir as recomendações do médico para controlar as condições cardíacas e prevenir complicações.


Dr. Rafael Moredo, Pediatra e Gerente Médico do Grupo Trasmontano




O que você precisa saber sobre a febre maculosa

O que você precisa saber sobre a febre maculosa

febre maculosa é uma doença infecciosa e pode ser transmitida aos seres humanos pela picada do carrapato-estrela. Essa doença pode ser grave e potencialmente fatal se não for tratada precocemente.


Neste artigo, vamos falar sobre os sintomas, diagnóstico, o tratamento e as medidas preventivas para ajudá-lo a entender melhor a doença.



O que é a febre maculosa?


A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. É transmitida aos seres humanos por carrapatos infectados, pela espécie Amblyomma sculptum, conhecida como carrapato-estrela, nos Estados Unidos, e a espécie Amblyomma cajennense, no Brasil.


Os carrapatos se tornam infectados quando picam animais selvagens, como capivaras e cavalos, que são os principais hospedeiros da bactéria. Em seguida, os carrapatos infectados podem transmitir a Rickettsia rickettsii para os seres humanos através de suas picadas.



E quais são os sintomas?


Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de outras doenças febris, dificultando o diagnóstico. No entanto, alguns sinais característicos incluem:




  • Febre alta;

  • Dores musculares intensas;

  • Dor de cabeça;

  • Mal-estar geral;

  • Manchas vermelhas na pele (erupção cutânea);

  • Náuseas e vômitos;

  • Dor abdominal.


Como é feito o diagnóstico e tratamento?


O diagnóstico é baseado na análise dos sintomas clínicos e em exames laboratoriais específicos para detecção da bactéria. É importante relatar ao médico qualquer histórico de exposição a carrapatos ou áreas endêmicas.


O tratamento precoce da febre maculosa é essencial para evitar complicações graves. O medicamento de escolha é a doxiciclina, um antibiótico eficaz no combate à bactéria. A administração rápida do tratamento pode reduzir significativamente o risco de complicações e a mortalidade associada à doença.



Prevenção da febre maculosa


A prevenção é fundamental para evitar a febre maculosa. Aqui estão algumas medidas que você pode tomar para reduzir o risco de contrair a doença:




  1. Evite áreas com alta infestação de carrapatos, como matas e locais com vegetação densa;

  2. Use roupas de manga longa, calças compridas e sapatos fechados ao caminhar em áreas suscetíveis a carrapatos;

  3. Aplique repelentes de insetos na pele e nas roupas, seguindo as instruções do fabricante;

  4. Faça uma inspeção minuciosa no corpo após passar algum tempo em áreas propensas a carrapatos. Certifique-se de verificar cuidadosamente áreas como axilas, virilha, couro cabeludo e atrás das orelhas;

  5. Caso encontre um carrapato, remova-o corretamente, agarrando-o próximo à pele com uma pinça e puxando-o suavemente.


A febre maculosa é uma doença infecciosa grave transmitida por carrapatos, que pode levar a complicações sérias se não for tratada a tempo.


Conhecer os sintomas, buscar atendimento médico e adotar medidas preventivas são a chave para prevenir a infecção e garantir uma recuperação rápida e segura. Se você suspeitar de febre maculosa, procure imediatamente um profissional de saúde para um diagnóstico adequado e iniciar o tratamento o quanto antes.


Sua saúde e bem-estar são fundamentais!


Drª Ana Paula Jafet Coordenadora - Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP



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Esfriou? Atenção aos cuidados com a laringite viral em crianças

Esfriou? Atenção aos cuidados com a laringite viral em crianças

Com a chegada do inverno e suas baixas temperaturas, está aberta também a temporada das doenças comuns no período, como gripes e resfriados. Além dessas mais conhecidas, a laringite merece uma atenção especial, principalmente em crianças, que são as mais afetadas com as mudanças bruscas no tempo. A doença pode ser causada por diversos agentes infecciosos, mas a forma viral é a mais comum.


A laringe é o órgão que liga faringe e traqueia, com função respiratória e fonatória. Na inflamação por vírus respiratórios transmitida através da saliva, tosse, fala e respiração. Os primeiros sintomas incluem rouquidão, tosse, cócegas na parte posterior da garganta e dificuldade para engolir e respirar.


“Esse tipo de ocorrência é bem comum no inverno e mais ainda em crianças pequenas, de até dois anos de idade. Além dos sintomas citados, é possível ainda que a laringite viral provoque febre, que deve ser observada e tratada com antitérmicos, sob orientação médica”, explica a pediatra e neonatologista do Grupo Trasmontano, Dra. Patricia Terrivel.


Na maioria dos casos, a obstrução das vias aéreas dura de dois a três dias, com diminuição dos sintomas ao final de cinco dias. Mas podem acontecer situações mais graves e persistentes, que requerem outros cuidados. “Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de inalação. Se a criança apresentar cansaço, dificuldade para respirar e febre alta persistente, é preciso procurar o pediatra e realizar o acompanhamento médico”, finaliza.



Dicas para amenizar sintomas da laringe viral


· A partir de 01 ano de idade, pode oferecer mel para aliviar a tosse e a irritação na garganta;


· É importante manter a criança hidratada com água, sucos naturais e chás mornos;


· Elevar a cabeça da criança durante o sono pode ajudar a diminuir a dificuldade para respirar. Use uma almofada extra ou eleve o colchão.






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Covid-19: Diminuição das medidas preventivas e falta de vacinas

Covid-19: Diminuição das medidas preventivas e falta de vacinas

Enquanto norte-americanos e europeus já têm novos imunizantes à disposição, no Brasil não existe previsão para compra de vacinas.


O aumento de casos da Covid-19 voltou a deixar em alerta a população e os profissionais da saúde. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo já apresentam tendência de crescimento.


Entre as causas apontadas, estão a presença de subvariantes do covid-19, como a BQ.1, e a flexibilidade nas medidas de prevenção, como a volta das aglomerações, a falta do uso de máscaras e de higienização. É o que confirma o infectologista do Hospital IGESP, Marcos Antônio Cyrillo.


“Houve aumento no número de casos leves, moderados e graves (internados em UTIs), isso acontece porque diminuímos as medidas não farmacológicas, além do isolamento e realização de testes e isso quer dizer que precisamos ficar em alerta, por a tendência ser de crescimento semana a semana” explica o especialista.


Na última semana, o Observatório Covid-19 da Fiocruz voltou a orientar o uso de máscaras em locais fechados, com pouca ventilação ou aglomeração de pessoas. A ação de obrigatoriedade das máscaras já está sendo retomada em outros países, e para o médico, o Brasil deve em breve retomar medidas mais robustas em relação a isso.



Vacinas


Especialistas afirmam que a melhor medida de proteção contra o coronavírus é a vacina, sendo fundamental completar o esquema de imunização, incluindo a 2ª dose de reforço. O infectologista do Hospital IGESP ressalta que a preocupação é em relação ao fato de que as subvariantes da Ômicron respondem menos aos imunizantes disponibilizados no Brasil.


Cyrillo aponta dois caminhos a serem tomados no país: “a 5ª dose com a vacina disponível ou trazer os imunizantes chamados de bivalentes da Moderna, ou Pfizer, eficientes contra as novas variantes. Os norte-americanos e os europeus já estão tomando, e por aqui não temos previsão para aquisição de vacinas”, finaliza o infectologista.






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Homem que se cuida tem atitude!

Homem que se cuida tem atitude!

A prevenção é sempre o melhor caminho!


Conscientização e prevenção


câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens (atrás apenas do câncer de pele não-melamona). Ele se caracteriza pelo crescimento descontrolado de células anormais que formam tumores.


No Brasil, estima-se 70 mil novos casos por ano e este número pode aumentar devido ao envelhecimento da população.


É um câncer silencioso que pode levar a óbito se não diagnosticado precocemente e tratado corretamente.



O que é a próstata?


É uma glângula do sistema genital masculino, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina).



Fatores de risco


Obesidade: Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata.


Idade: A próstata apresenta um aumento natural com o passar da idade em quase todos os homens, e tanto a incidência de câncer quanto a mortalidade aumentam signitivamente após os 50 anos.


Histórico familiar: Homens cujo pai ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos possuem maior risco de apresentarem a doença.


É importante observar também outros fatores como os ambientais (poluição e exposição a substâncias químicas) e agentes infecciosos (casos de histórico de doenças sexualmente transmissíveis).


Converse com o seu médico.



Sinais e sintomas


Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas, porém os mais comuns são:




  1. Dificuldade e demora em começar/terminar de urinar;

  2. Sangue na urina;

  3. Diminuição do jato de urina;

  4. Necessidade de urinar mais vezes durante o dia/noite.


Obs.: Esses sinais não são exclusivos do câncer de próstata e podem surgir em doenças benignas do trato genital e urinário do homem.



Sobre o diagnóstico


O diagnóstico do câncer de próstata é feito com a combinação dos exames de toque e sangue (PSA), além de exames de imagens e biópsia.


Toque retal: O exame permite ao médico palpar a próstata e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos (possível estágio inicial da doença). Apesar de alguns homens terem enorme resistência em realizar, o exame é rápido e indolor.


Dosagem de PSA: Exame de sangue que avalia a quantidade de antígeno prostático específico, uma proteína dosada no sangue, cujos valores alterados se correlacionam com condições benignas ou malignas da próstata.



Como prevenir?



  1. Consultar seu médico regularmente;

  2. Ter uma alimentação balanceada;

  3. Manter o peso corporal adequado;

  4. Praticar atividade física;

  5. Evitar bebidas alcoólicas;

  6. Não fumar.


#JuntosSomosMaisFortes






Fonte: INCA (Instituto Nacional de Câncer) e Drª Tânia de Fátima Moredo (Oncologista do Hospital IGESP)


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Outubro Rosa: Seja sua própria heroína!

Outubro Rosa: Seja sua própria heroína!

Muito além do câncer de mama, o Outubro Rosa inspira cuidados com a saúde da mulher como um todo. Mapear e controlar fatores de risco e estimular a prevenção de doenças com hábitos saudáveis, melhoram o bem-estar e a qualidade de vida.


Conhecer o seu corpo e estar atenta às mudanças que acontecem no organismo, podem salvar vidas, como é o caso do câncer de mama que na maioria das vezes, é descoberto pelas próprias mulheres e quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura.

Como detectar, prevenir e tratar o câncer colorretal

Como detectar, prevenir e tratar o câncer colorretal

A campanha Março Azul-Marinho tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e dos cuidados com o câncer colorretal. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a doença atinge 40 mil pessoas por ano no Brasil. Entretanto, uma pesquisa feita em 2021, pela farmacêutica Bayer em parceria com a consultoria IQVIA, com 80 médicos oncologistas e 401 pessoas, evidencia que ainda há muita falta de conhecimento por parte da população sobre essa neoplasia.

Esse tipo de câncer atinge as células do intestino grosso e pode ser especificado também como câncer de cólon ou de reto. Essa doença atinge mulheres e homens na mesma proporção, sendo a segunda causa de neoplasia maligna em ambos os grupos no Brasil. Em crianças, é uma doença rara, sendo presente apenas em casos de síndromes hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar, por exemplo.

 

Sintomas


No início, a doença pode ser silenciosa e não apresentar sinais. Porém, há casos em que os seguintes sintomas são frequentes, persistentes e sem causa aparente: alteração do hábito intestinal, como diarreia, constipação ou estreitamento das fezes; sensação de nunca estar com o intestino vazio e sempre necessitando evacuar mais; sangramento nas fezes, com sangue vermelho brilhante; fezes muito escuras ou pretas; cólicas ou dor abdominal persistente; fraqueza e fadiga; perda de peso; e anemia.

 

Diagnóstico


O câncer colorretal costuma formar ulceração no intestino que sangra. Esse sangue pode ser detectado em um exame chamado pesquisa de sangue oculto nas fezes, que pode identificar sangramento no intestino e sugerir uma doença inflamatória ou uma neoplasia maligna. Entretanto, esse exame não é específico para diagnóstico de câncer de intestino, pois, mesmo durante uma disenteria, pode haver sangue nas fezes.

Para confirmar a doença, são feitos em conjunto o exame físico, a colonoscopia e a biópsia. Como parte do exame físico, o médico apalpa o abdômen em busca de massas ou órgãos aumentados e, se necessário, realiza o exame de toque retal. Já a colonoscopia é o exame do intestino grosso. É usado um instrumento chamado colonoscópio, que possui o formato de um tubo fino. Com luz, câmera, lentes e pinças, ele é capaz de visualizar a parte interna do intestino, permitindo realizar procedimentos como biópsia e cauterização de lesões.

Por fim, a biópsia é o exame definitivo para diagnóstico do câncer colorretal. Durante esse procedimento, o médico remove um pequeno pedaço do intestino com lesão suspeita e o envia para um laboratório de anatomia patológica, onde o patologista firma o diagnóstico de câncer ou o exclui.

 

Fatores de risco e prevenção


Existem fatores de risco modificáveis e não modificáveis. Os modificáveis são: tabagismo, obesidade e sobrepeso, inatividade física, dieta pobre em fibra e grãos e com muita gordura, carnes vermelhas e processadas (como salsicha e salame, por exemplo), além de ingestão de bebidas alcoólicas.

Os não modificáveis são: histórico familiar de câncer colorretal, alguma síndrome genética com predisposição a doença (como Síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar), pólipos adenomatosos no intestino, idade acima dos 50 anos (e quanto mais velho, maior o risco) e doença inflamatória intestinal (como retocolite ulcerativa e Doença de Crohn).

Quase sempre o câncer colorretal se inicia com um pequeno pólipo no intestino. Por isso, como medida preventiva é importante realizar a consulta médica periódica.

 

Tratamento


O planejamento do tratamento depende de quão avançada está a doença. Após o diagnóstico, o médico pede exames complementares para saber o estadiamento da doença. Com isso, o especialista classifica de zero (0) a 4 (IV), sendo zero uma doença inicial e quatro quando está disseminada em outros órgãos.

Em casos de doença inicial, o tratamento pode ser feito pela remoção cirúrgica do segmento intestinal comprometido e, algumas vezes, com a própria colonoscopia, sem a necessidade de cirurgia. Nos demais estágios, sempre que possível, será realizada a cirurgia. A quimioterapia será indicada de acordo com critérios mais complexos: algumas vezes para prevenir a volta da doença, e em outros casos para tratar a doença disseminada. No câncer de reto, é frequente o uso da radioterapia, antes ou após a cirurgia, além da quimioterapia.














Por Dra. Tânia Moredo, coordenadora do serviço de Oncologia do Hospital IGESP.









Você conhece a doença de Crohn?

Você conhece a doença de Crohn?

A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória séria, que pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo. Essa doença afeta predominantemente o intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólons), mas também pode surgir em qualquer parte do trato gastrointestinal.

Afetando predominantemente os jovens, a sua causa ainda não é conhecida, mas há indícios de que seja causada por problemas no sistema imunológico, que fazem com que o intestino tenha uma reação inflamatória excessiva diante de algumas substâncias ou bactérias.

Alguns fatores podem estar relacionados com a doença de Crohn, como histórico familiar da enfermidade, ser de origem judaica ou ter parentescos com pessoas da Europa Ocidental. O hábito de fumar e mulheres que tomam anticoncepcionais também têm mais chances de desenvolver a doença.

Conheça os sintomas de Crohn


Os sintomas podem ser intermitentes (aparecer e desaparecer), até se tornarem permanentes. Os mais comuns são:

  • Diarreia;

  • Cólicas abdominais;

  • Febre;

  • Falta de apetite;

  • Perda de peso;

  • Presença de sangue nas fezes.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico é feito pela suspeita clínica, de acordo com os sintomas persistentes, e pelo exame físico. Exames de sangue trazem informações indiretas a respeito da doença de Crohn e podem qualificar determinadas complicações.

A colonoscopia com biópsia e avaliação do íleo terminal é o melhor recurso para o diagnóstico do Crohn. Exames de raio x, tomografia ou ressonância Magnética também podem ser solicitados pelo médico para ajudar a entender a extensão e a gravidade da doença, assim como controlar seu tratamento.

Existe tratamento para a doença de Crohn?


Sim, apesar de cura não ser possível em muitos casos, essa doença possui tratamentos que ajudam a reduzir a inflamação e aliviar os sintomas. Os medicamentos prescritos pelo médico ajudarão a eliminar a diarreia e dores abdominais, amenizar a inflamação do intestino e a modificar o modo que o sistema imunológico funciona.

Além dos medicamentos, alguns hábitos são determinantes para auxiliar no tratamento:

  • Parar de fumar, para que os sintomas não retornem;

  • Beber muito líquido;

  • Ingerir suplementos de ferro, cálcio e Vitamina D;

  • Evitar o consumo de nozes, frutas e verduras cruas quando estiver em crise;

  • Diminuir os laticínios quando estes provocarem sintomas;

  • Medicamentos outros devem ser prescritos sob orientação do médico, pois alguns podem desencadear crises;

  • Evitar o estresse.






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Saiba como prevenir crises da doença falciforme

Saiba como prevenir crises da doença falciforme

A Doença Falciforme (DF) é uma das alterações genéticas de maior incidência no Brasil. De característica hereditária, causa alterações nos glóbulos vermelhos do indivíduo, fazendo com que percam a elasticidade e dificultem a circulação e a chegada de oxigênio nos tecidos do organismo. Pode manifestar-se clinicamente desde o primeiro ano e durar por um longo período, até mesmo durante a vida toda. Saiba como prevenir crises da doença falciforme.


Geralmente, os sintomas mudam de acordo com o perfil de cada paciente. Idade e, principalmente, os hábitos e estilo de vida são fatores determinantes. A gravidade da doença varia em cada organismo e pode levar a morte, porém, na maioria dos casos, acontece devido suas complicações, como infecções, anemia hemolítica e microinfartos.



Principais sinais e complicações causados pela Doença Falciforme:


  • Anemia crônica e icterícia;

  • Crises de dor;

  • Infecções;

  • Sequestro Esplênico Agudo;

  • Acidente Vascular Isquêmico (em crianças e adolescentes);

  • Úlcera de perna.


Tratamentos e métodos preventivos

O exame de eletroforese de hemoglobina é um dos métodos mais comuns para o diagnóstico da doença e, o quanto antes identificá-la, mais rápido será iniciado o acompanhamento multidisciplinar por hematologistas, cardiologistas, neurologistas, entre outros.


Conciliar um estilo de vida saudável, exames e vacinação em dia, controle da hipertensão arterial, além de acompanhamento nutricional, são fundamentais para prevenção à doença.


 




 

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Entenda o câncer de mama

Entenda o câncer de mama

O que é o câncer de mama?


O câncer de mama é a neoplasia maligna, isso é, um tumor de crescimento rápido, formado por células que se apresentam de forma diferente daqueles presentes do tecido normal, que se origina nas mamas.


As mamas são glândulas localizadas na parte anterior do tórax. São compostas por tecido adiposo e conjuntivo. Como homens e mulheres possuem mamas, o câncer de mama afeta ambos os sexos, felizmente menos de 1% dos casos de mama ocorrem em homens.


Assim como os outros tipos de cânceres, múltiplos fatores são responsáveis por seu aparecimento de tal forma, que uma célula normal da mama pode sofrer o processo de carcinogênese, se tornando maligna, e dar origem ao câncer de mama. Uma vez formado, o câncer de mama pode se espalhar para os gânglios linfáticos ou para outros órgãos distantes, processo que chamamos de metástases.



Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?


O câncer de mama não possui uma causa única. Um fator de risco não determina o câncer isoladamente, mas aumenta as chances de uma pessoa ficar doente de câncer.


Fatores de risco que não podem ser alterados:




  • O risco para ter câncer de mama aumenta conforme a idade; a partir dos 50 anos, possuem um maior risco de desenvolver o câncer de mama, devido às próprias alterações biológicas;

  • Mutações genéticas. Mulheres que herdam certos genes, como BRCA1 e BRCA2 correm maior risco de câncer de mama e de ovário;

  • Histórico reprodutivo. Os primeiros ciclos menstruais e o início da menopausa expõem as mulheres aos hormônios por mais tempo, aumentando o risco de desenvolver câncer de mama;

  • Histórico pessoal de câncer de mama. Mulheres que já tiveram o câncer de mama têm maior probabilidade de tê-lo pela segunda vez;

  • Histórico familiar de câncer de mama ou ovário;

  • Tratamento com radioterapia. Mulheres que fizeram radioterapia nos seios ou tórax antes dos 30 anos têm um risco maior de desenvolver câncer de mama depois de mais velha.


Fatores de risco que podem ser alterados:




  • Não ser fisicamente ativa. Mulheres que não são fisicamente ativas, não praticam exercício físico, têm maior risco de desenvolver câncer de mama;

  • Estar acima do peso ou ser obeso após a menopausa. Mulheres mais velhas com sobrepeso ou obesas possuem maior risco de desenvolver câncer de mama;

  • Tomar hormônios. Algumas formas de terapia de reposição hormonal (aquelas que incluem estrogênio e progesterona) tomada durante a menopausa pode aumentar o risco de câncer de mama quando tomadas por mais de cinco anos. Determinados anticoncepcionais orais (pílulas anticoncepcionais) também aumentam o risco de câncer de mama;

  • História reprodutiva. Ter a primeira gravidez depois dos 30 anos, não amamentar e nunca ter uma gravidez pode aumentar o risco de câncer de mama;

  • Beber álcool. Estudos mostram que o risco de câncer de mama em uma mulher aumenta conforme a quantidade de álcool que ela bebe.


Quais são os sintomas do câncer de mama?


É preciso ficar atenta aos sinais e sintomas, porém, algumas pessoas não apresentam sintomas do câncer de mama, por isso é necessário sempre fazer os exames de rotina, além do exame de toque.



Alguns sinais/sintomas de alerta do câncer de mama são:




  • Caroço na mama ou axila.

  • Inchaço de parte da mama.

  • Irritação da pele da mama.

  • Vermelhidão ou pele escamosa na área do mamilo ou na mama.

  • Dor na área do mamilo.

  • Corrimento mamilar diferente do leite materno, incluindo sangue.

  • Qualquer alteração no tamanho ou formato da mama.

  • Dor em qualquer área da mama.


Esses sintomas podem ocorrer em outras doenças. Se você tiver quaisquer sinais ou sintomas que o preocupem, consulte o seu médico imediatamente.



Estadiamento do câncer de mama


O estadiamento é uma forma de descrever os aspectos do câncer de mama, incluindo o tamanho do tumor, a localização, se ele se espalhou para os linfonodos, se espalhou para partes distantes do corpo, e se está afetando as funções de outros órgãos do corpo.



Estágio Zero (0): o tumor não é invasivo e está restrito à mama;


Estágio I: o tumor da mama tem até 2 centímetros de diâmetro, não invade os linfonodos axilares, ou se o fizer, tem invasão máxima de 2 milímetros;


Estágio II: o tumor da mama possui até 5 centímetros de diâmetro e invasão de 0 a 3 linfonodos axilares ou tumor da mama acima de 5 centímetros de diâmetro que não invadem a parede muscular, a pele e os linfonodos;


Estádio III: qualquer tumor que acabar invadindo acima de 10 linfonodos axilares, tumor de até 5 centímetros de diâmetro que invada até 9 linfonodos axilares, ou tumor da mama que invada a parede torácica e/ou a pele, independente da invasão de linfonodos;


Estádio IV: o tumor da mama de qualquer tamanho, que invada órgãos a distância como ossos, pulmões, fígado e cérebro.




Como posso prevenir o câncer de mama?


Muitos fatores ao longo da vida podem influenciar o risco do câncer de mama.


Você não pode alterar alguns fatores, como envelhecimento ou histórico familiar, mas pode ajudar a reduzir o risco de câncer de mama cuidando de sua saúde da seguinte maneira:




  • Mantenha um peso saudável;

  • Exercite-se regularmente;

  • Não beba álcool;

  • Se você está tomando, ou foi instruído a tomar, terapia de reposição hormonal ou anticoncepcionais, pergunte ao seu médico sobre os riscos e descubra se é adequado para você.

  • Amamentação, se possível;

  • Se você tem um histórico familiar de câncer de mama ou alterações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2, converse com seu médico sobre outras maneiras de diminuir o risco.


Se manter saudável ao longo da vida diminuirá o risco de desenvolver câncer e aumentará suas chances de sobreviver ao câncer, caso ele ocorra.



O que é o rastreamento do câncer de mama?


Rastreamento do câncer de mama significa verificar se há câncer nos seios de uma mulher antes que haja sinais ou sintomas da doença. Todas as mulheres precisam ser informadas por seu médico sobre as melhores opções de rastreamento para elas.




Como o câncer de mama é diagnosticado?


Os médicos costumam usar testes adicionais para encontrar ou diagnosticar o câncer de mama. Eles podem encaminhar as pacientes para um especialista em mama ou um cirurgião. Isso não significa que ela tenha câncer ou que precise de cirurgia. Esses médicos são especialistas em diagnosticar problemas mamários.




  • Ultrassom mamário: uma máquina que usa ondas sonoras para fazer imagens detalhadas, chamadas de ultrassons, de áreas dentro da mama;

  • Mamografia diagnóstica: se você tiver um problema no seio, como caroços, ou se uma área da mama parecer anormal em uma mamografia de rastreamento, os médicos podem solicitar que você faça uma mamografia diagnóstica. Este é um raio-X mais detalhado da mama;

  • Imagem por ressonância magnética: uma espécie de varredura corporal que usa um ímã conectado a um computador. A ressonância magnética fará imagens detalhadas de áreas dentro da mama;

  • Biópsia: este é um teste que remove tecido ou fluido da mama para ser examinado no microscópio. Existem diferentes tipos de biópsia (por exemplo, aspiração por agulha fina, biópsia central ou biópsia aberta).


Quais são os tratamentos para o câncer de mama?


O câncer de mama é tratado de várias maneiras, porém, depende do tipo de câncer de mama e do estágio que ele se encontra. Pessoas com câncer de mama geralmente recebem mais de um tipo de tratamento, são eles:




  • Cirurgia: uma operação em que os médicos cortam tecido canceroso.

  • Quimioterapia: usar medicamentos especiais para diminuir ou matar as células cancerosas.

  • Terapia hormonal: impede que as células cancerosas obtenham os hormônios de que precisam para crescer.

  • Terapia biológica: trabalha com o sistema imunológico do seu corpo para ajudá-lo a lutar contra as células cancerosas ou para controlar os efeitos colaterais de outros tratamentos contra o câncer.

  • Terapia de radiação: usando raios de alta energia (semelhantes aos raios-X) para matar as células cancerosas.


Médicos de diferentes especialidades costumam trabalhar juntos para tratar o câncer de mama. Os cirurgiões são médicos que realizam operações. Oncologistas médicos são médicos que tratam o câncer com medicamentos. Oncologistas de radiação são médicos que tratam o câncer com radiação.


Lembre-se de consultar sempre o seu médico para ter um diagnóstico completo.






Por Dra. Tânia de Fátima Moredo, oncologista do Hospital IGESP.
Atualizado em 10/08/2021.

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