Bye, bye, energético. A vez e o poder dos power juices

Por muito tempo associados ao combo festa, álcool e gelo, os energéticos passaram por um rebrand para encantar a geração Z, que bebe e encara bem menos a balada, se comparados com millennials. “Antes, cerca de 80% do energético no Brasil era consumido à noite e 20% de dia. Agora, mais de 60% é tomado com o sol lá fora,” diz o fundador da PAZ, marca de power juices, Marcos Leta. “Essa migração evidencia uma alteração comportamental de gerações que bebem menos na noitada e focam mais em saúde.”

Com o nome de “power juices”, o “finado” energético dita um novo ritmo de bem-estar e disposição física. A demanda por essa seara cresce pela promessa de gerar energia e aguçar o estado mental sem descuidar da saúde. Várias opções no mercado contam, inclusive, com fórmulas naturais. Sejam os ingredientes da terra ou do laboratório, os energéticos em geral estiveram em 22 milhões de lares no Brasil em 2024, o que representa 38% de todas as casas, segundo a consultoria Kantar. No ano passado, foram produzidos 557 milhões de litros por aqui (Nielsen).

A categoria atraiu cerca de 9 milhões de novos compradores de “consumo instantâneo” em 2025 (Kantar). Pessoas que, em grande parte, estão na correria do dia a dia em centros urbanos. Destacam-se indivíduos de até 29 anos das classes C, D, E – 40% dos clientes que consomem um energético de forma “rápida” no mercado, na padaria ou no bar. Os principais pontos de venda estão em São Paulo, no Rio de Janeiro e nas regiões metropolitanas do Sul.

Fatores como a gradativa urbanização global, o aumento da carga de trabalho e o interesse crescente por esporte e atividades físicas são creditados, por diferentes análises de mercado, à expansão. O desejo por energia e cognição ganha propulsão especialmente entre as gerações Z. Há décadas, o marketing das companhias era focado em cativar o público masculino por ideais de virilidade associados a desempenho. Segundo pesquisadores da Universidade de Akron, os jovens brancos, há mais de dez anos, tinham uma tendência mais notável a beber energéticos nos Estados Unidos.

Hoje, em marcas daqui e de fora, o público feminino é pulsante, quando não majoritário. Isso ocorre graças ao alargamento dos significados conectados aos energéticos, como o da saúde. Intrinsecamente, o aumento das vendas globais estimula um ambiente de inovação contínua das fórmulas, com refinamento na redução de açúcares, diversificação de sabores e viabilização da sustentabilidade das embalagens.

O Brasil, ao lado da Argentina e do Chile, é o maior consumidor da bebida na América do Sul, região que vendeu cerca de R$ 26,58 bilhões em 2025 (Fortune

Business Insights). O mercado mundial foi avaliado em torno de R$ 409,43 bi. Já a América do Norte, líder do setor, movimentou ao redor de R$ 145,27 bi. A projeção, feita também pela Fortune Business Insights, é de que os power drinks gerem cerca de R$ 834,20 bilhões por ano em 2034. Ou seja, um crescimento de mais de 100% para o período de oito anos.

Das cinzas ao brilho


“Eu sinto que é uma tendência do mercado transformar vícios em virtudes”, opina o fundador da BrainJuice, Moritz Neto. “É o exemplo das gummies (como as gomas com proteína), que transformaram o consumo de açúcar em case de wellness. Já com o power juice, nós pegamos um suco, ou até nos aproximamos da lógica do drinque, e inserimos ingredientes como beterraba e cafeína que trazem uma série de benefícios”, complementa.

Moritz Neto explica que a sua clientela é composta 60% por homens e 40% por mulheres que trabalham e desejam melhorar a cognição. “Aos poucos, entramos na cultura fitness, mas associada ao wellness. Nós não queremos ser a Growth, o foco não é performance em academia. Damos uma alternativa natural a quem não quer consumir químicos, a quem não vai ingerir uma substância apenas pela premissa de otimização”, diz o porta-voz da BrainJuice. Um dos power juices da marca, o All In Greens vem em pó, dispensa o uso de conservantes e corantes, e a sua composição inclui vegetais verdes, frutas, raízes e ervas.

“Ao dissolver o pó na água, é possível ver as partículas de ingredientes como beterraba e pimenta. Isso é muito legal, o cliente sabe o que está ali,” ilustra Moritz. A formulação do produto foi inicialmente concebida para sanar duas dores dos clientes: problemas de digestão e falta de energia. “Você ganha um incremento gradativo de vitalidade, e a regulação do intestino é facilitada pelas fibras prebióticas.” O Natural Fire, outro energético da BrainJuice, foca em energia e “substitui a experiência do pré-treino, sem queda de vitalidade e humor depois.” A marca se prepara para lançar, até o final do ano, um produto para aguçar a cognição.

“A cafeína é capaz de melhorar a atenção. Além disso, os antioxidantes das fórmulas desses sucos fazem bem para as sinapses dos neurônios e são passíveis de reduzir a inflamação do organismo. Porém, claro, o que melhor faz isso, ao longo do tempo, é uma alimentação geral equilibrada”, diz o nutrólogo Andrea Bottoni.

Por seu lado, os energéticos da PAZ contam com as cafeínas do guaraná, do chá verde e a isolada. A empresa utiliza conservantes e corantes que representam de 0,4% a 0,5% da microbiologia do produto, segundo o fundador Marcos Leta. “São importantes para garantir a qualidade. Afinal, é uma bebida em lata que precisa

ser conservada em diferentes temperaturas,” afirma. “Todo energético passa por processos, então, não existe uma opção totalmente saudável – e nem é para ser, até porque é um produto enlatado; e por ‘saudável’, eu digo no sentido de alcançar uma fórmula 100% ‘limpa’.”

A proposta da marca é trabalhar com ingredientes melhores e mais potentes para entregar energia. “Não tenho a pretensão do discurso de ‘100% saudável’,” explica o fundador da PAZ. “Nem acho honesto.” Além disso, os produtos da marca não têm açúcar e todos os seis sabores, como mate, manga e melancia, podem ser adquiridos em lojas de conveniência e na rede de mercados Zona Sul, no Rio de Janeiro, e no St. Marche e Santa Luzia, em São Paulo. “Fechamos um contrato com o Carrefour e com alguns supermercados do interior de São Paulo. Em meados de junho, devemos bater cerca de 5.000 pontos de venda no Brasil”, conta Marcos Leta.

Ao abrir a marca de energy drinks Sede, em maio de 2025, o empresário Alex Rosário desejava reconfigurar o entendimento frequente do consumidor sobre este item. “Dentro da categoria de bebidas funcionais, existe a subcategoria de energético, muito conhecida pelos líderes do mercado como Red Bull e Monster. Porém, ela não traduz mais o que existe hoje de tecnologia de produto, o que as pessoas querem do ponto de vista de saúde,” diz o fundador.

“O nosso desafio foi lançar um energético que desconstrói estereótipos. A longo prazo, não queremos ser só uma marca de energy drink, mas uma plataforma de saúde mental,” explica Alex Rosário. Atualmente, a marca está focada nos mercados de São Paulo e Salvador, em mais de mil pontos de venda físicos como St. Marche e Mango. Os produtos também podem ser encontrados na Amazon, e o site da empresa entrega para todo o Brasil.

“A nossa meta para este ano era crescer 15 vezes mais do que no ano passado. Essa marca já foi batida nos primeiros meses de 2026,” comemora o empresário. A fórmula da Sede, explica Alex, é 99,72% natural. “Aos olhos da Anvisa, o que garante essa característica é o ingrediente não ter sido submetido a nenhum processo laboratorial. Então, a nossa cafeína microencapsulada, a taurina e o complexo de vitamina passam por esses trâmites, compondo assim 0,28% da fórmula”, detalha. Os corantes não são utilizados pela Sede. “E de ativos naturais temos o gengibre e a erva-mate orgânica.”

A maior parte do público da Sede é composta por mulheres, de 25 a 40 anos. “Hoje vivemos diferentes epidemias: do cansaço, da saúde mental, do sono e da socialização. Percebi que havia uma oportunidade de mercado para auxiliar as pessoas em seus processos no meio da agitação e isolamento do dia a dia. Prova disso é a transformação do varejo,” aponta o porta-voz da marca. “Fora do País, especialmente nos Estados Unidos, você encontra em uma gôndola de mercado

uma divisão por funcionalidades: isotônico, isotrópico, eletrólito, foco no sono e por aí vai,” exemplifica.

Mas faz bem?


“Falar mal dos power juices é de um reducionismo disfuncional,” diz o nutrólogo do Hospital IGESP Andrea Bottoni. “Entretanto, é evidente que há muita estratégia de marketing. Fala-se muito do consumo dessas bebidas nos Estados Unidos. Apesar de ser um país com tecnologia de ponta, onde há uma grande concentração de laureados do Nobel da medicina e com importantes centros de pesquisa, tem-se, por outro lado, um estilo de vida que não pode ser utilizado como exemplo, com altos índices de sedentarismo e alimentação com ultraprocessados,” afirma o médico.

Um ponto comum de esbarramento dos energéticos é o da saudabilidade. É corriqueiro o entendimento de que a bebida faz mal em qualquer cenário, principalmente se combinada ao álcool. Assim, o desafio das novas marcas é o de redirecionar essa percepção por meio da formulação natural dos produtos e de campanhas informativas. A comunicação age na explicação da diferença entre o clássico energético da festa - muitos conservam a receita de 20, 30 anos atrás - e o power juice. Essencialmente, todo processo marcado por novidade precisa de tempo e, também, de informação bem apurada.

“O power juice em si não tem nada de errado. Contudo, sem querer me estender na filosofia, é preciso cuidado ao empregar os termos ‘certo’ e ‘errado’ ao falar de saúde”, diz Bottoni. “Dificilmente, o erro está só de um lado, o que conta é o estilo de vida. É claro que se você não se alimenta bem, é sedentário, toma litros de café por dia, fuma, descansa pouco e vira noite, o power juice não fará milagre. Ele não transforma ninguém em Super-Homem com imunidade imbatível,” diz o nutrólogo.

Segundo o médico, essas bebidas possuem componentes que incrementam a energia sem grandes picos - e as temidas quedas -, além de serem capazes de melhorar a atenção. “Quase todo mundo sabe que precisa comer frutas e fazer exercícios, mas não é só dizer isso que a premissa será aplicada. É preciso analisar como as ações podem ser encaixadas em cada realidade individual. Por isso que, às vezes, colocamos um produto aqui, acionamos outra ferramenta ali, mas com o entendimento de que é um conjunto de hábitos que constrói o que chamamos de saúde,” diz o nutrólogo, que enfatiza a impossibilidade, para grande parte da população, por falta de tempo e/ou acesso.

“Qualquer substância com alteração em seu estado natural toca o organismo humano de alguma forma ao ser introduzida nele. O café, desde a plantação até a xícara, é um exemplo,” afirma Marcos Leta. No caso dessa substância, comum a

muitos energéticos, a Organização Mundial da Saúde estabelece que o consumo não deve passar de 400 mg por dia (até 4 xícaras pequenas). “Segundo a OMS e a Anvisa, o limite em uma lata de energético é de cerca 35 mg por 100 ml. Claro, assim como qualquer coisa, não vai fazer bem se tomado sem moderação,” continua.

“A nossa recomendação de uso é que, caso haja dúvidas, procure-se um profissional da saúde para orientações. A ação da cafeína, por exemplo, não é recomendada para algumas pessoas,” destaca o fundador da Sede. Quem são elas? “Para crianças, é contraindicado, e não é recomendado para gestantes. Já para idosos e para quem possui questões cardiovasculares e problemas hepáticos, há um ponto de alerta. É importante, nesses casos, consultar um médico ou nutricionista,” finaliza o nutrólogo do IGESP.

Jejum intermitente: especialista explica como funciona prática





Estratégia alterna períodos sem comer com janelas de alimentação e exige atenção para evitar efeitos indesejados.

O jejum intermitente ganhou espaço nas redes sociais e passou a integrar a rotina de quem busca reorganizar os horários das refeições, controlar o peso ou reduzir a ingestão calórica. Diferentemente das dietas que restringem grupos alimentares, essa estratégia se concentra no tempo em que se come, e não necessariamente no que vai ao prato. Entre os modelos mais conhecidos está o 16:8, em que a pessoa passa 16 horas em jejum e concentra as refeições em uma janela de oito horas. Outro formato popular é o 5:2, que propõe redução significativa das calorias em dois dias da semana, mantendo a alimentação habitual nos demais. Segundo Andrea Bottoni, Nutrólogo do Hospital IGESP, durante o jejum o organismo primeiro utiliza as reservas de glicose para manter as funções básicas, para depois recorrer aos estoques de gordura como fonte de energia. “Essa resposta, porém, varia de acordo com idade, nível de atividade física, condições de saúde e qualidade da alimentação nos períodos em que a ingestão é permitida”, explica. “A forma como o jejum é conduzido, e especialmente como é encerrado, interfere diretamente nos resultados e na sensação de bem-estar”, acrescenta o especialista.

Quais os principais efeitos colaterais?


Embora adotado por parte da população, o jejum intermitente pode provocar desconfortos, sobretudo nas primeiras semanas ou quando praticado por longos períodos sem orientação. Dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e tontura estão entre os sintomas mais relatados, geralmente associados à queda dos níveis de glicose. Em jejuns mais prolongados, também podem surgir fraqueza e sudorese. “Há ainda o risco de compulsão alimentar ao fim do período sem comer. Exageros na primeira refeição podem levar a inchaço, náusea e refluxo. Alterações no humor e no sono também são descritas, assim como possíveis carências nutricionais quando a alimentação nas janelas permitidas não é equilibrada. Por isso, planejamento é fundamental para reduzir riscos e preservar a saúde’, afirma no Nutrólogo do Hospital IGESP.

Alimentos indicados para a quebra do jejum


A forma de quebrar o jejum é considerada um dos pontos mais importantes da prática, uma vez que após horas sem ingestão alimentar, o organismo tende a responder de maneira mais sensível a grandes volumes de comida ou a alimentos ricos em açúcar e gordura saturada. Por isso, a recomendação geral é iniciar com uma refeição equilibrada, composta por proteínas, fibras, carboidratos complexos e gorduras de boa qualidade. “Ovos, iogurte natural, queijos magros e leguminosas ajudam na saciedade e na preservação da massa muscular. Carboidratos como aveia, arroz integral e batata-doce fornecem energia de maneira gradual, evitando picos de glicose. Já as frutas, verduras e legumes agregam fibras e micronutrientes, enquanto azeite de oliva, abacate e castanhas complementam o valor nutricional”, orienta o especialista.



Entenda o que é a Hemofilia

Entenda o que é a Hemofilia

Entenda o que é a Hemofilia, uma doença genética e hereditária, provocada por um defeito da coagulação do sangue, originando em sangramento.


No dia 17 de abril é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia, a data promove a conscientização sobre distúrbios hemorrágicos hereditários, informar sobre a importância dos cuidados necessários, além de unir a comunidade relacionada às doenças hemorrágicas.


Depois de uma lesão, o organismo depende da coagulação do sangue para parar o sangramento. A coagulação normal evita equimoses (manchas roxas) e o sangramento dentro das articulações e músculos, que poderiam resultar em pequenas lesões. Isso depende dos elementos do sangue, chamados de fatores de coagulação. Quando não há quantidade suficiente de um desses fatores, pode ocorrer um sangramento excessivo. A pessoa que tem Hemofilia possui menor quantidade ou ausência de alguns fatores de coagulação.


A mutação que causa essa enfermidade acontece no cromossomo X e é transmitida por uma mulher portadora do gene ou por um homem hemofílico. Geralmente, o público feminino não desenvolve a doença, fazendo com que ela acometa quase eu exclusivamente os homens. Segundo o Ministério da Saúde, das doenças genéticas, a Hemofilia tem a maior taxa das mutações – são aproximadamente 1/3 de novos casos em famílias, sem registro anterior. Ocorre um caso a cada 10 mil habitantes.


Existem dois tipos mais comuns da doença: tipo A, conhecida como Clássica e ocorre por deficiência do Fator VII (FVII). A Hemofilia B, chamada de Fator Christmas, acontece em função de uma deficiência do Fator IX (FIX). A Hemofilia também é classificada de acordo com a quantidade de fator deficitário: grave (fator menor do que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%).


A doença pode ser classificada, ainda, segundo a quantidade do fator deficitário, em três categorias: grave (fator menor que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%). Neste caso, pode acontecer da enfermidade passar despercebida até a idade adulta.


Os primeiros sintomas podem aparecer logo no primeiro ano de vida do paciente, com o aparecimento de equimoses, que se tornam mais evidentes quando a criança está aprendendo a andar. Além das manchas roxas, outros sinais podem ser percebidos: hematomas, episódios hemorrágicos nos músculos e articulações, além de dor intensa causada por pequeno traumatismo.


Nos quadros leves, o sangramento ocorre em situações de traumas, extração de dentes e cirurgias. Nesses casos, a doença pode passar despercebida até a fase adulta.


Nos casos moderados e graves, os sangramentos acontecem com maior frequência e de forma espontânea. Os principais sintomas são aumento da temperatura, dores fortes e restrição de movimento. As lesões ósseas são consequências do desgaste das cartilagens, causadas por hemorragia intramusculares e intra-articulares. As articulações mais afetadas são cotovelo, joelho e tornozelo. O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue que mede a dosagem do nível dos fatores VII e IX de coagulação sanguínea, além dos sinais clínicos. O tratamento da hemofilia evoluiu muito e atualmente, consiste na reposição do fator anti-hemofílico. Os pacientes com hemofilia A recebem a molécula do fator VIII, já os pacientes com hemofilia B, a molécula do fator IX.


O tratamento precoce é muito importante, porque as sequelas deixadas pelos sangramentos serão menores. O paciente hemofílico e seus familiares devem ser treinados para fazer a aplicação do fator em casa.


Algumas recomendações são válidas:

• Os pais devem prestar atenção se os bebês apresentam manchas roxas, pois pode ser um sinal de alerta para Hemofilia;

• Se a criança apresenta sangramentos frequentes e desproporcionais, os pais devem procurar um médico;

• É fundamental que os pacientes com Hemofilia tenham uma prática regular de exercícios físicos, com o objetivo de fortalecer a musculatura;

• Em casos de sangramento, os pacientes diagnosticados devem procurar um tratamento o mais depressa possível, para receber a terapia mais indicada, evitando sequelas nos músculos e articulações.




Dra. Youko Nukui.