Sarampo volta a preocupar autoridades de saúde

Conhecida como uma das infecções mais contagiosas, a doença tem na vacinação a principal forma de prevenção, o que evita sua disseminação e o agravamento dos casos

São Paulo, agosto de 2026 - Considerado eliminado do Brasil em 2016, o sarampo voltou a exigir atenção das autoridades de saúde. O país registra um surto ativo concentrado no estado de São Paulo, cenário que levou o Ministério da Saúde a ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, que concentram a maior parte dos casos confirmados em 2026.

Causado por um vírus da família Paramyxoviridae, o sarampo é transmitido pelo ar, principalmente por meio de tosse, espirro, fala ou contato próximo com uma pessoa infectada. A doença está entre as infecções mais contagiosas conhecidas e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas.

Embora muitos pacientes apresentem evolução favorável, o sarampo pode causar complicações como pneumonia e encefalite e, em casos mais graves, levar à morte. Crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos que exigem maior atenção.

Para Julio Onita, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, o cenário atual reforça a necessidade de manter a vacinação em dia.

“O risco de novos casos está diretamente relacionado à circulação de pessoas não vacinadas e à introdução do vírus por viajantes provenientes de regiões com transmissão ativa. Além disso, pacientes imunossuprimidos, como aqueles em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico, podem apresentar uma resposta imunológica reduzida e desenvolver formas mais graves da doença. Por isso, manter a cobertura vacinal em dia é essencial para interromper a circulação do vírus”, afirma.

Como identificar os sintomas do sarampo?


Os primeiros sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus e podem ser confundidos com os de outras infecções respiratórias. O quadro geralmente começa com febre acima de 38°C, tosse seca, coriza, conjuntivite e mal-estar.

Antes do surgimento das manchas na pele, também pode aparecer pequena lesão esbranquiçada na parte interna da boca, um dos sinais característicos do sarampo.

Entre o terceiro e o quinto dia após o início dos sintomas, surgem manchas avermelhadas na pele, inicialmente no rosto. Em seguida, elas podem se espalhar para o pescoço, tronco, braços e pernas.

“A combinação entre febre alta, sintomas respiratórios e manchas pelo corpo deve servir como sinal de alerta. Diante desse quadro, principalmente em pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente e informar sobre viagens recentes ou contato com casos suspeitos ou confirmados”, orienta o especialista.

Como prevenir o sarampo?


A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. No Brasil, a imunização está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e da tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela.

O esquema de imunização prevê duas doses, e o Ministério da Saúde estabelece como meta alcançar 95% de cobertura vacinal da população-alvo, índice considerado necessário para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas.

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) é que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem os postos de saúde a partir desta segunda-feira (3), independentemente da situação vacinal, para receber a vacina de reforço contra o sarampo.

Antes de viagens nacionais ou internacionais, especialmente para regiões com circulação do sarampo, também é importante verificar a situação vacinal. Em caso de dúvidas ou necessidade de atualização da caderneta, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas compatíveis com a doença também contribui para reduzir o risco de transmissão. Isso porque o vírus pode ser transmitido cerca de cinco dias antes do início dos sintomas e permanecer transmissível até quatro dias após o surgimento das manchas avermelhadas. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico e informar sobre possíveis exposições ao vírus.

“O sarampo não é uma doença do passado. Enquanto houver pessoas suscetíveis e cobertura vacinal insuficiente, o vírus continuará encontrando oportunidades para circular. A boa notícia é que existe uma forma segura, eficaz e amplamente disponível de prevenção: a vacinação”, conclui Julio Onita.

Sobre a Rede IGESP


A rede de serviço IGESP iniciou sua trajetória em 1955, com a fundação do Hospital IGESP Paulista. Ao longo dos anos, por meio de importantes ciclos de expansão, consolidou uma sólida reputação em excelência assistencial, posicionando-se como uma das mais relevantes redes de saúde com atuação na capital, Grande São Paulo e litoral paulista.

Atualmente, a rede conta com dois hospitais de perfil cirúrgico, o Hospital IGESP Paulista, referência em alta complexidade na região da Avenida Paulista, e o Hospital IGESP Litoral, em Praia Grande, ampliando o acesso a serviços qualificados na Baixada Santista. Ambas as unidades possuem certificação internacional QMentum, que atesta elevados padrões de segurança e desempenho assistencial.

Composta também pelas unidades de pronto atendimento IGESP Santana, na zona norte da capital, IGESP Guarujá e IGESP Santos, e uma ampla rede de unidades ambulatoriais estrategicamente distribuídas, garantindo acesso, conveniência e resolutividade aos pacientes. Com foco permanente na qualidade, o IGESP adota um modelo de atenção integral, sustentado por investimentos contínuos em tecnologia, inovação, qualificação profissional e rigorosos protocolos de segurança, reforçando seu compromisso com um cuidado cada vez mais eficiente, humano e de alto padrão. Acesse: www.hospitaligesp.com.br

Ministério da Saúde anuncia campanha de imunização contra sarampo





Dois casos confirmados de sarampo em São Paulo levantam alerta sobre a vacinação.

O Ministério da Saúde lançou em 29/04/26 uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, direcionada a brasileiros que planejam viajar para a Copa do Mundo da FIFA 2026. Com o apoio do tetracampeão mundial Raí, a iniciativa visa alertar os viajantes sobre a importância de verificar e atualizar a caderneta de vacinação antes do embarque, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

A urgência dessa medida é reforçada pela recente confirmação de dois casos de sarampo em São Paulo, com o segundo registrado ontem (28). O paciente, um homem de 42 anos natural da Guatemala, foi diagnosticado no final de março, em São Paulo, e a confirmação da doença veio após exames laboratoriais.

O primeiro caso de sarampo no estado paulista envolveu uma bebê de seis meses, não vacinada, que viajou para a Bolívia em janeiro deste ano. Confirmado no início deste mês, esse caso foi o primeiro registrado no país, segundo o Ministério da Saúde.

Os riscos do sarampo


O sarampo é transmitido pelo contato próximo, por gotículas e partículas no ar liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Por ser altamente contagioso, um breve contato com uma pessoa infectada pode ser suficiente. Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

Segundo o infectologista do hospital IGESP, Julio Onita, há risco de aumento de casos, pois o sarampo é uma doença altamente infectocontagiosa. “Os fatores que contribuem para um possível aumento estão a circulação de pessoas não vacinadas, especialmente imigrantes e refugiados com status vacinal desconhecido, e o crescimento de populações com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento oncológico, reumatológico ou neurológico. Mesmo quem já foi vacinado pode ter redução da resposta imunológica ao longo do tempo, dependendo dessas condições”, afirma o especialista.

Quem deve ser vacinado


A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se tem viagem marcada.

· Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”.

· Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses.

· Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.

“A vacina utiliza um vírus vivo enfraquecido, que não causa a doença em pessoas saudáveis, mas é suficiente para estimular o sistema imunológico. Isso leva à produção de anticorpos que permanecem no organismo e são rapidamente ativados, caso haja contato com o vírus real.”, explica o infectologista.



COVID-19 | Entenda como a vacina age em seu organismo

A vacinação contra a COVID-19 começou no Brasil e o no dia 21 de janeiro iniciamos o plano de imunização dos nossos profissionais que estão na batalha contra o vírus há meses. Seguindo o cronograma com os grupos prioritários, o objetivo é que toda população seja vacinada.

Toda vacina é desenvolvida com o intuito de estimular a "memória imunológica" no organismo, introduzindo o agente patogênico inativado, enfraquecido ou outras formas de estimular a resposta imune.

Quando o sistema imunológico é atacado por um microrganismo, produz uma reação em cadeia com o objetivo de frear a ação desses agentes. Portanto, quando somos vacinados, nosso corpo é estimulado a produzir anticorpos e quando houver a infecção, o organismo terá uma reposta rápida frente ao agente infectante.

 

Perguntas Frequentes

1 - Pessoas que já testaram positivo para COVID-19, que vivem com HIV, possuem doenças como Asma, DPOC, Cirrose, Diabetes, Pressão Alta, Cardiopatia e Epilepsia também podem tomar a vacina?

Sim, pois as vacinas contém vírus inativados, atenuados ou fragmentados de vírus, sem a capacidade de produzir doenças.

2 - Pessoas que estão em tratamento de câncer ou que já fizeram o tratamento podem tomar a vacina?

O ideal é consultar o médico responsável pelo paciente.

3 - Pessoas que tiveram febre (maior que 37,5°) nas últimas 24 horas antes da aplicação ou que estiverem com febre no momento da aplicação, podem tomar a vacina?

O ideal é consultar o médico responsável pelo paciente.

 

As vacinas são, comprovadamente, um meio eficaz de proteger as pessoas contra inúmeras doenças.




Dr. Marco Antônio Cyrillo